Por Alexandre Honório - 16/04/2007

É a mais pura verdade, meus caros: a senhora que empresta seu nome pro título desta resenha deveria procurar urgentemente o geriatra ou, senão, botar o rabinho entre as pernas e aceitar que os “velhinhos” de sua outrora banda, Os Mutantes, voltaram e estão muito bem, obrigado. Prova disso foi a apresentação do grupo na primeira noite da edição 2007 do festival Abril Pro Rock, em Olinda, que aconteceu neste fim de semana. Em linhas gerais, tentarei explicar abaixo o porquê, ainda estou tentando reorganizar minha face e esconder este sorriso no melhor estilo “você realmente gostou do que viu,hein!?!?!”.
Muitos encanam quando digo que, para os mais esclarecidos, o coração e cérebro por trás d’Os Mutantes eram Sérgio Dias e ArnaldoBaptista. Um perfeccionista e um gênio louco, podemos resumir assim. A apresentação em Recife reforçou minhas certezas quanto a isso. Dei um desconto para a posição quase “decorativa” de Arnaldo sobre o palco – ele pouco cantou, mas, só por estar a poucos metros deste fã inveterado, fez com que um brilho desconcertante saltasse de meus olhos -, mas, ainda assim, o termo impecável cai muito bem para o que vi.
Pouco lembro da primeira noite do Abril Pro Rock além da apresentação d’Os Mutantes: uma incendiária performance d’Os Bonnies; Nação Zumbi colocando a casa abaixo e, bem, Os Mutantes. Havia algo que realmente importasse além disso? Minha resposta? Não. Quem tem nas mangas Caminhante Noturno para abrir uma apresentação? Poucas bandas teriam uma canção como esta para, no início de um show, sacá-la de pronto. “Fez-se um silêncio” durante os segundos que antecederam a subida dos caras ao palco; uma expectativa, seguida de angústia e terminada com o mais completo êxtase. Sim, ficamos todos extasiados com aquilo.
Zélia Duncan cumpre muito bem aquilo que lhe foi pedido: segurar a peteca enquanto os Baptista estraçalham os ouvidos dos fanáticos. Talvez você até sinta alguma saudade de Mrs. Lee, mas em pouco tempo esta se desfaz. Não dá para sentir a falta da coroa: ela foi passear, literalmente; perdeu-se por aí. Buana não segurou a peteca e Mrs. Lee ainda deve estar se remoendo. Bem feito…
Fica difícil afirmar qual foi o momento alto da apresentação. Não sei se foi quando Sérgio Dias sacou um violão e “engatilhou” El Justiciero; talvez tenha sido a versão cavernosa de Dia 36, cantada por um titubeante Arnaldo Baptista; Provável que tenha sido o arremate com Panis Et Circensis, do primeiro disco da banda, ou uma versão impecável de Minha Menina, do mesmo álbum, ou mesmo Dois Mil e Um. Como disse, não é fácil dizer se eles erraram em algum momento; na dúvida, não… Na condição de fã – daqueles que não arredam o pé quando os primeiros acordes de uma canção dos paulistanos salta ao alto-falante -, o show foi memorável.
Memorável porque poucos se arriscariam a apontar defeitos; eles apareceram – seja uma troca de olhares mal resolvida entre Sérgio Dias e Zélia Duncan ou uma atravessada não-intencional de Arnaldo corrigida de pronto pelo irmão com um solo ou alguns acordes mais lentos – mas não macularam a missa que assisti. Missa, não celebração; uma encontro pagão para coroar o retorno, após quase quatro décadas, d’Os Mutantes.
Amanhã, quando alguém questionar se o que ouvi ficaria melhor com a Rita Lee, terei a resposta na ponta da língua: “Rita Lee foi Passear” e perdeu o bonde da história. Quero manter somente a lembrança de que, na sexta-feira, 16 de abril de 2007, minhas retinas e ouvidos foram preenchidos com o melhor do Rock’n'Roll que este país já produziu.
Em resumo: se você perdeu esta chance, “shame on you, buddy!”.
gabriel comentou em 17/4/2007 às 7:21 am
Rita Lee já não tem “cara” de Mutantes há muitos e muitos anos. Com Zélia Duncan, a reunião ficou mais instigante. Inusitada, a prsença dela (q passou o show inteiro numa empolgação só) dá um fôlego renovado. Não pela voz, que tem características totalmente diferentes da de Rita de 35, 40 anos anos atrás. O trabalho técnico agora cabe aquela backing vocal lourinha (alguém sabe o nome dela?, eu tou procurando até agora) que dá conta do recado e muito bem, enquanto Zélia fica lá mais de animadora de platéia q cantora. Mas voz por voz, a própria Rita Lee já não tem mais para soltar os agudos de outrora e um show dos Mutantes hoje com ela assumindo os vocais como angtigamente seria certamente constrangedor.
Sérgio Dias está em excelente forma, comandando a tropa de dez combatentes que hj sobem ao palco nos shows dos Mutantes. Parece ser o único (incluindo a senhora Lee Jones) q não sente o peso de quatro décadas. Arnaldo estava lá, e foi incrível e lindo ver o herói no palco. Que ninguém tenha a ilusão de que ele seja muito mais que uma figura cênica hoje em dia, mas o importante é q ele está vivo e ativo.
Trinta e quatro anos após de se apresentarem em Pernambuco pela última vez, já sem Rita Lee, Os Mutantes voltaram pra mostrar que 40 anos depois de virar o rock de cabeça pra baixo eles continuam 40 anos a frente de seu tempo.
Aristeu comentou em 17/4/2007 às 2:21 pm
Ok, ok, ok… Os Mutantes são foda, todo mundo sabe. Rita Lee tá despeitada, e todo mundo também sabe. O Batista tá mais pra lá do que pra cá e o Sérgio Dias parece que é quem segura a onda. Ok, ok, ok… Todo mundo sabe.
Mas Honório, tem uma coisa, quando o fã escreve, o crítico vai chorar no banheiro. Não dá, perde-se a noção. Confetes demais faz mal ao texto.
Ah, e eu tenho minhas críticas. Mutantes está pasteurizado, pelo menos foi a impressão que tive vendo-os pela TV. Prefiro as gravações originais. Tinha mais rock’n'roll.
Hugo Morais comentou em 17/4/2007 às 2:49 pm
Honório e Gabriel disseram tudo que queria dizer, mas tenho que escrever que esse foi um dos melhores shows que já vi na minha curta vida. E um sonho realizado.
Discordo de você Aristeu quando diz que o texto tem muitos confetes. Tem poucos, era para ter mais. Porque Os Mutantes é a maior banda brasileira de todos os tempos e depois de 30 anos voltar e fazer o que faz…puta que pariu, tô até agora lembrando do Arnaldo ali a um metro. Sérgio na mesma guitarra de 30 anos. Feita por seu irmão. Zélia está ali para assistir aos mestres e reverenciá-los. Ajudar um pouquinho claro, foi toda simpatia e empolgação. A backing vocal, ou melhor, o casal responsável pelos vocais mais que adcionais estavam muito bons tentando recriar a atmosfera do estúdio que não pode ser igualada ao vivo, mas não deixa de ser excelente. Assistir Mutantes pela televisão (eu vi no Fantástico e achei ridículo, fiquei até decepcionado) não vale.
Alexandre Honório comentou em 17/4/2007 às 3:02 pm
Não existe crítica imparcial, Aristeu. Crítica ou opinião de fã, who cares?…
Aristeu comentou em 17/4/2007 às 5:02 pm
Honório, eu não falei de imparcialidade, não… eu falei de senso crítico.
Kenia Castro comentou em 17/4/2007 às 6:33 pm
Depois de assistir a um show dos Mutantes com ou sem tia Rita Lee perde-se a imparcialidade, o sendo crítico, a voz…. tudo.
Aristeu, na boa, tu tá exagerando.
Está é com despeito pq ganhou ingressos de graça para o show no Rio e perdeu.
hahahahahahahaha
Alexandre Honório comentou em 17/4/2007 às 7:12 pm
Ah…
Perdi o senso crítico quando ouvi Arnaldo Baptista cantando Dia 36. Você também perderia, Aristeu…
Lex comentou em 18/4/2007 às 7:00 am
A primeira e única vez que fui ao Abril Pro Rock foi em 2001 (Norman estava lá conosco – eu, ele Kênia e Flavinha), justamente porque tinha um show de Lobão (sou fã) com a participaçao especial de Arnaldo Batista (sou maníaco-psicótico). Ainda lembro que, no dia anterior ao show deles, estava recuperando o fôlego entre uma patada e outra do show do Ratos de Porão, quando mr. Baptista passou a exatos 89 cm de distância, olhando por cima dos ombros aquela garotada trocando bordoadas enquanto acendia um cigarro. Lembro que tentei alertar Flávia para quem estava passando à nossa frente, mas simplesmente fiquei sem atônito, como ele esteve por muitos anos.
Este ano Doutor Liseu não permitiu que eu fosse assistir ao show dos Mutantes. Ainda tentei, de última hora, vender mamãe e o apartamento – que nem é meu – não apareceu nenhuma proposta que valesse a pena.
gabriel comentou em 18/4/2007 às 7:33 am
kkkkkkkkkkkkkkkk
É Aristeu, eu tb não posso dizer q faria algo mais sóbrio q o texto de Alexandre, já que antes de ver os Mutantes ao vivo e à cores no APR eu já tinha ido às lágrimas assistindo pela TV Cultura o famoso show no Barbican de Londres, o primeiro da nova formação.
Como apaixonado pelo AO VIVO, posso dizer q o show dos caras sexta passada entrou pra lista dos melhores shows q já vi na vida!!
Carito comentou em 19/4/2007 às 8:08 pm
… e quando essa energia adolescente pra não dizer atemporal cair por mágoa abaixo, quando não for dado mais nenhum passo para a lua de arnaldo, quando os discos não forem mais voadores nem quebrarem mais regras e compassos, a divina comédia não andará mais meia desligada e todos nós mutantes restantes ainda estaremos a procura de sérgios e dias 36 melhores como outrora sentimos na nostalgia insólita de saudades de um tempo que na verdade nunca vivemos mas que isso diante de tudo foi apenas um detalhe…
Carlos Gurgel comentou em 20/4/2007 às 5:39 pm
Rapaz, Honório, concordo com voce literalmente. Pena que não fui platéia naquele dia. Só pude ir no sábado, instigado pelo meu filho Lucas. Declaro, peremptoriamente, que assistir “Mutantes” é uma ventura psicodélica e imortal. (Sentimentos ainda muito fortes do início dos anos 70 em Sampa.) De lambuja, no sábado no “ABP”, a cara maravilhada do meu filho, quando declarou o seu descarado fanatismo pelo Marky, no camarim com direito a fotos. Convenhamos, para um guri de 13 anos, saber que esteve com um dos “Ramones”,ícones punks, escalafobéticos e geniais, não é pouca coisa.
AUGUSLULA comentou em 4/5/2007 às 4:06 am
“a condição de fã – daqueles que não arredam o pé quando os primeiros acordes de uma canção dos paulistanos salta ao alto-falante -, o show foi memorável.”
SEM COMENTARIO
Karla comentou em 6/5/2007 às 3:24 pm
Sim, querido, Rita Lee foi passear… na verdade ela foi voar, por ares onde nem sergio nem arnaldo nunca chegarão. Um vôo solo, alto, inalcansavel, q ja dura 40 anos e que está sempre tendo o reconhecimento merecido, demonstrado atraves de todas as homenagens q recebe (se vc se informar, so nesse ano ela ja recebeu inumeras homenagens: peça de teatro, lançamento de box de DVDs, exposição, grife especial da Rosa Chá, título de cidadã honoraria do Rio, dentre outros), sem precisar, para isso, ressurgir cinzas do passado pra precisar ser (re)lembrado, ressuscitar o q ja estava morto e enterrado. Realmente Dia 36, El justiceiro, Panis, 2001 e tantas outras são perfeitas. Adoro! Interessante é lembrar que todas elas tb sao de Rita Lee. Então, entendo perfeitamente sua ‘opiniao’ acrítica como fã, tb me expresso aqui como tal, dos Mutantes e de Rita Lee, mas vamos ser um pouco inteligentes e respeitosos tb, pq os Mutantes so foram o q foram pq existiam 3: Arnaldo, Sergio e Rita. Sem Rita, talvez eles nao tivessem sido nada! E agora Sergio e o tam tam do Arnaldo deveriam aproveitar e usar toda a genialidade deles pra fazer coisas novas ne? E nao ficar se aproveitando do q fizeram ha 40 anos atras, com Rita Lee.
Norma Lima comentou em 6/5/2007 às 6:39 pm
Não vi nem verei Os Frustrantes e sues fãs frustrados, desrespeitosos com Rita Lee.
Que eu saiba, ela tem vida própria, enquanto os Baptistinhas se apóiam no repertório da época dela.
Ué, os caras não são fodões? Cadê a obra dos gênios? (No Brasil, todo genioso é gênio, aff…)
País patriarcal, de machistas, que não conseguem engolir uma mulher talentosa. Pra mim, gênio sempre foi ela, que foi expulsa do grupo (graças a Deus)e construiu uma carreira de respeito e de responsa.
Rita é tão genial que o autor do texto também se apoiou nas palavras dela para tentar aparecer, ao utilizar a frase dela dos geriatras.
Filhinho, não grude as palavras de Rita no seu caminho sem palavras, não siga seus ídolos que também, até hoje, se vestem com palavras das músicas dela. E aprenda a respeitar se quiser ser respeitado.
Alexandre Honório comentou em 6/5/2007 às 7:09 pm
Engraçado… Historicamente foi preciso que Arnaldo e Sérgio praticamente compusessem os dois primeiros discos dela. Não questiono aqui o talento de Rita, mas quando ela passa a cuspir, adotando uma “caetanice” canhestra, em um período que, sim, foi o mais rico de sua carreira, soa babaquice da grossa.
Contenham os úteros, meninas… Rita Lee foi passear, sim, e perdeu o bonde da história.
Vão cantar “Buana, Buana…” por aí e pronto.
Kenia Castro comentou em 6/5/2007 às 7:27 pm
Às vezes eu acho que as pessoas tem preguiça ou total incapacidade de compreender o que o autor escreveu.
Não vi críticas a Rita Lee e muito menos desprezo pelo talento dela. (embora ainda prefira o trabalho dela na fase mutantes)
Ela sempre foi fundamental e marcante na obra dos Mutantes. Isso é inquestionável.
Vi sim uma crítica – e aí eu tenho que concordar – com postura adotada por ela em relação à volta dos Mutantes.
Que ela não queria participar, totalmente compreensível. Agora ficar dando entrevista falando um monte de bobagens, parece mais puro despeito.
Ela não precisa disso.
E sim, o show em Recife foi genial e Rita Lee não fez falta alguma. Acreditem.
Pedro Albuquerque comentou em 6/5/2007 às 10:29 pm
Mutantes sem Rita Lee é uma bosta.
Rita Lee sem Mutantes é o máximo.
Rita Lee não faz para Mutantes? Duvido.
Mutantes nunca fizeram falta para Rita Lee. è certeza.
E tenho dito.
Tom comentou em 6/5/2007 às 11:35 pm
Faz tempo que eu não lia algo tão patético ! Que bom que a Rita foi expulsa dos Mutantes. Hoje em dia ela é RITA LEE e eles são os atuais ex-Mutantes tentando ganhar uma graninha pra pagar geriatra sim !
Mutantes não são porra nenhuma sem Rita Lee. E, como a própria Zélia disse, a Rita está presente sempre; tudo que eles estão explorando já foi explorado e com o dedinho da Tia.
Revival é a coisa mais brega que eu já vi e apaga todo o encanto de uma época. Há coisas que precisam ser intocáveis e essa “volta” frustrada dos Mutantes só serviu para quebrar toda a magia de um tempo que não volta mais.
Rita Lee sem Os Mutantes é muito melhor. Os Mutantes foi onde ela fez o primário. Hoje em dia ela é PHD.
Acabo de assistir aos 3 DVDs do box de DVDs que saiu pela Biscoito Fino. Há um depoimento de Tom Zé em que ele, daquela forma genial, descreve a Rita e deixa claro que os outros mutantes eram apenas os outros mutantes.
Arnaldo ficou débil mental. Sérgio é um cara sem carisma e mercenário. Hoje em dia apenas o Sérgio consegue manter o talento como instrumentista. E sabe por que não apresentam coisas novas ? Porque a única coisa que eles sabem e sempre souberam é copiar os gringos. Quem dava o deboche, a criatividade, a brasilidade, o carisma, o RUMO à banda era RITA LEE JONES.
Inveja e despeito são palavras que os alienados adoradores dos Mutantes mantêm vivas até hoje porque sabem que Rita Lee venceu sozinha e sem culhões !
Rita Lee foi passear sim… GRAÇAS A DEUS !
nanda comentou em 7/5/2007 às 7:16 am
Olá disruptores, primeiro quero dar os parabéns pelo site e por continuarem exprimindo suas opiniões pelo meio virtual e o que mais inventarem. Segundo quero colocar mais lenha na fogueira, mas agora pendendo para o outro lado, o mais malhado e nem por isso fraco; quem me conhece sabe.
Rita Lee foi passear sim, concordo plenamente, só que isso aconteceu não agora, e sim lá em 1973-74, me corrijam se eu estiver erradan no ano, enfim, ela foi passear quando foi expulsa ou decidiu sair da banda.. A incerteza permanece, cada um diz uma coisa, o que parece ter acontecido realmente foi uma briga séria que envolveu relações amorosas, traições e óbvio, divergências musicais. É esta briga, que dura até hoje, que determinou a troca de farpas atual e a alfinetada de Rita mandando os irmãos Bananas procurarem geriatras. É óbvio que ela não iria voltar. Ela sabe que o tempo passou e a voz mudou, sem falar na longa trajetória que ela construiu, bem diferente da banda e que justamente por isso continua mutante. Fora isso eles não se entendem mais e nós que nascemos atrasados e não testemunhamos nada, nunca vamos saber quem tem razão. Mas os mutantes acabaram e a prova disso é que com a saída de Rita a banda literalmente perdeu a graça… Entrou num 8 progressivo que pouco é lembrado, aliás é abafado atualmente, jogado para debaixo do tapete, afinal naquela época nem a genialidade do sérgio dias segurou a onda. Enquanto isso a vovó lee continuou se reinventando, encontrou seu par e foi ser feliz fazendo sucesso e shows, que é o que ela mais gosta, além de tv, cinema, rádio, dublagem, teatro… filhos e netos… De infertilidade ela não pode ser acusada, ao menos. E o que são esses mutantes 2007, ou seriam montantes? Sim porque é quase um batalhão no palco, até a simplicidade perderam pois antes bastaram 3 para fazer história. Os mutantes de agora são na verdade um Tributo aos Mutantes de antigamente. Parece claro pois os únicos que poderiam fazer cover daquela loucura seriam eles mesmos!! E estão fazendo com maestria, algumas escorregadelas, mas com maestria mesmo, dá gosto de ver (eu também sou fã, comprei o dvd do show em Londres) E a salvadora da pátria de Zélia Duncan é Esmérya Bulgari, a loirinha do backing vocal que não leva muito os créditos… E Zélia Duncan? Ora ora, Zélia Duncan parece que ganhou uma promoção da Revista da Mtv para estar ali no meio (e nós perdemos a chance! quem manda não ver mais MTV? Mas também a Zélia deve ser assinante do mtv social club heheheheh) Eu fico pensando nos pobres fãs daquela fase Catedral, eles não devem estar entendendo nada e rezando para ela retomar a carreira… Pelo menos na banda ela não influi nem contribui, não ajuda mas também não atrapalha… Menos mal. E o cover continua. Tenho minhas dúvidas mas acho que dali não vai sair muita novidade. As duas pernas mais fortes do tripé eram Arnaldo e Rita… tanto é que o cover é justamente dessa fase inicial, em que o casal criava e o cunhadinho dava o gás no som. E agora? Talvez os irmãos tivessem sido mais criativos voltando como dupla sertaneja… Enfim, se eles lançaram um disco de inéditas eu me calo, mas por enquanto estão só no revival. E pegue geriatra para o Arnaldão se aguentar no palco!
Em tempo, nunca é demais lembrar:
Rita Lee provocou e Sérgio Dias respondeu: a Rita pode voltar quando quiser, vai ter sempre lugar para ela nos backing vocals… Não sei como ele não juntou os dedinhos e disse corte aqui!
Zélia Duncan pediu permissão à Rita para assumir o seu lugar e a o_velha negra disse, vá e divirta-se! Ela está seguindo a ordem à risca, só não está menos feliz que aquele boy que acha as três embalagens de ouro no chocolate e vai para a fábrica conhecer Willy Wonka.
Enquanto isso Rita lee comemora 40 anos de carreira olhando com saudade para o futuro, fazendo mais e mais músicas e se tratando entre um show e outro pois ela própria já sente o peso da idade; e apesar da crítica ao revival dos ex-colegas ela mesma continua fazendo revival da própria obra solo, não é besta nem nada, o que ela quer é ganhar dinheiro.E tome lança-perfume!
Saúde para todos nós!
Kenia Castro comentou em 7/5/2007 às 8:50 am
ahhaahha.
Ótimo comentário Nanda.
E acho também que essa volta não passar de um revival mesmo, uma turnê e fim.
E fãs que não viveram naquela época como nós poderão contar aos seus filhos que viram sim um show deles, não foi com tia Rita, mas foi uma experiência sem igual.
Beto comentou em 7/5/2007 às 9:01 pm
Mutantes sem Rita Lee é banda cover !!!
Antonia comentou em 9/5/2007 às 4:58 am
Pois é… se o Arnaldo e o Sérgio eram mesmo o coração e o cérebro dos Mutantes (coisa que aliás eu duvido muito), então porque será que a banda acabou depois que eles expulsaram a Rita? Acho que esse vai ser mais um dos grandes mistérios da humanidade.
Viver de um passado consagrado é fácil, quero ver eles criarem coisas novas e fazer sucesso. Odeio gente que fala besteiras!!!
Giorgia comentou em 5/4/2012 às 10:22 pm
Fãs xiitas de Rita Lee. ZZZZZZZZZZ
Em primeiro lugar, eu amo Mutantes. Prefiro a fase com Rita Lee à fase progressiva, diga-se de passagem.
Mas qualquer pessoa com bom senso deve admitir que em NENHUM momento de sua carreira solo, Rita Lee produziu nada equivalente a genialidade que foram os Mutantes. Nadica de nada. Rita Lee & Tutti-Frutti era até legalzinho, mas depois que a nossa versão brazuca de Yoko Ono (aka “Robert” de Carvalho) chegou no pedaço, Ritinha virou nada mais nada menos que trilha sonora de novela da Globo. Algumas músicas grudentas e muito do mesmo. Digo isso com dor no coração, acho que a Rita tem a voz feminina mais bonita do Brasil e uma personalidade iconoclasta que foi muito importante sim na história dos Mutantes (e na história da música brasileira em geral), mas não determinante. Prova disso é a mediocridade da carreira solo dela (que é um peido comparada à curta porém maravilhosa carreira solo de Arnaldo Baptista)…
Como o próprio Sérgio Dias disse, na biografia dos Mutantes do Carlos Calado (que, aliás, muitos de vocês deveriam ler antes de vir vomitar palavras pela internet afora): “É como a química de uma bomba de hidrogênio; faltando algum dos elementos, ela já não explode mais”. Os Mutantes eram os três (os cinco, com o Liminha e o Dinho), sem tirar nem pôr.
Quanto ao revival, achei que foi muito legal enquanto durou. Agora até o Arnaldo saiu e o Sérgio quer produzir coisas novas, o que já não tem nada a ver com os Mutantes que a gente conhece.
E um recado pra você, Tom, que teve a infelicidade de tecer o seguinte comentário de que o Arnaldo está um débil mental. Sou da opinião de que não se deve combater escrotice com escrotice, mas você não me deixa outra opção: Débil mental é a tua mãe que devia ter te abortado antes que fosse tarde demais. Sem mais.
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