Por Alexandre Honório - 05/05/2007

Antes que você pergunte, a resposta é não. Não assistimos a apresentação de Pandora No Hako na segunda noite do MADA 2007. Chuva e a ressaca da noite anterior contribuíram para isso. Não foi de todo uma perda significativa de informação: a horda ensandecida de seguidores que a Pandora traz debaixo do uniforme se fez presente, garantindo sua performance. Bem, pelo que disseram algo no mínimo engraçado.Após este esclarecimento, voltemos a vaca fria.
A segunda noite do Mada tinha tudo para dar errado, é verdade. A chuva que despencou durante todo o dia em Natal apontava que teríamos uma versão norte-rio-grandense do Woodstock – perdoe o som; pense na chuva e lama; esqueça as patricinhas com salto quarenta e chapinhas milimetricamente construídas. Não foi nada – ou quase nada – disso. A chuva deu uma trégua durante praticamente toda a noite e garantiu que o público pudesse acompanhar o set de bandas independentes que se apresentaram. São Pedro poupou suas torneiras até que o que realmente importava na segunda noite do evento deixasse o palco.
Como disse, não assisti Pandora No Hako (RN). Chegamos durante os arremates finais de Lucy And The Popsonics (DF). Pelo que ouvi, nada demais. O palco – grande demais para os dois integrantes -, é verdade, não ajudou. Melhor sorte na próxima, folks…
Bem, na seqüência veio o Manacá (RJ). O Rio de Janeiro continua lindo, né? Mas o rock’n'roll boçal que vem de lá, meu Deus… Influências de quem?!?! Quinteto Armorial?!?! Cordel do Fogo Encantado!?!? Manacá é dono de um som chato, de performance insossa e dormível – como algo saído de algum manual teatral de quinta. Não foi a toa que o público, de uma maneira geral, aproveitou a apresentação da banda para dar uma volta pela “feirinha”, conferir se existia algum disco do Manacá passível de ser sacrificado a pedradas em um rito pagão qualquer ou a caça de alguns bonecos vodus dos juízes da seletiva Mada-Laboratório Pop.
Esqueçamos Manacá (RJ); esqueçamos este novo engodo carioca travestido de pop e vamos adiante.
Os sergipanos do Rockassetes subiram ao palco com parte de seu jogo aparentemente ganho: canções bacaninhas e resposta do público… Foi a primeira banda da noite que teve boa parte de seu repertório acompanhado por parte da platéia – um séquito, sem exageros; faltou só isqueiros acesos. Divertidinho, certinho: tudo o que mais odeio em uma banda de rock’n'roll; parecem até saídos de uma versão “strokiana” de “A Escola do Rock”. A platéia parecia ter gostado… Que o Criador tenha piedade do ouvido destas crianças.
E, então, Memória Rom (RN). Em meados de 1996, quando a banda estava no seu “auge”, não gostava do que ouvia. Grunge; chato demais. Passada uma década, o Memória Rom resolve ressurgir das cinzas. Quem diabos esqueceu de jogar fora a urna com os restos disso, “pelamordedeus”! Som chato, dormível e sem qualquer relevância. Alguém precisa dizer aos integrantes que dez aninhos já se passaram e, salvo alguns saudosistas, o Alice in Chains passou dessa pra melhor! Foi justamente durante a apresentação do Memória que a maioria da platéia decidiu colocar a prosa em dia, buscar uma cerveja ou conferir se a partida de “biribinha” no bar da esquina já tinha terminado…
O que dizer do Cabaret (RJ)? No ano passado quando escrevi para o falecido RN Rock disse que a banda de Márvio dos Anjos era uma cria glam de segunda, se comparada com Daniel Beleza e os Corações em Fúria. Quer saber? Continuo com a mesma opinião. O teatral blasé de Márvio explora seu “carisma” à exaustão. Aceito que as músicas estão melhor resolvidas nesta segunda investida da banda por estas bandas, mas, tirando isso, foi um repeteco puro e simples da apresentação do ano anterior. Babados, caras, bocas, canções “nem-tchuns” e Márvio correndo pra galera, no melhor estilo Daniel Beleza. Momento alto do show: um fã conferindo os “atributos” do bisneto de Augusto dos Anjos enquanto encena um mosh milimetricamente dosado.
Quanto aos pernambucanos do Mellotrons, sou suspeito. Gosto da banda, mas não tenho apreciado tanto a investida através da língua de Camões que os rapazes vêm fazendo. A apresentação no MADA foi correta: conseguiram tomar o público de assalto com Evening, mas ficou somente nisso. Em alguns momentos a banda tem emulado uma sonoridade à New Order fase-Movement. No geral, foi, como disse, um show “Ok!”. A comunidade indie natalense estava ávida à frente do palco…
O Bugs (RN) veio em seguida. A banda soube aproveitar bem o horário destinado à apresentação: mandou boa parte do repertório do EP Exílio e soube equilibrar suas armas. Frida veio impecável; Abaixo do Assoalho provou-se novamente uma canção perfeita; Naúsea encerrou a apresentação dos caras em grande estilo. Confesso não ter aproveitado tanto quanto gostaria o show: um palco grande como o do MADA pode, sim, não render o que se espera de uma banda. Prefiro o Bugs em um ambiente menos aberto. Acho esta uma das marcas da banda: sua energia aparentemente contida e a contagiante liberação dela. Paolo, Denilton, Dimetrius e Augusto ficaram satisfeitos com a apresentação. O público também… Bem, os caras fizeram um dos melhores shows da noite e ponto.
Então, Mombojó (PE). Comprei o Nadadenovo, primeiro disco da banda, e fiquei impressionado quando do seu lançamento. Escutei a primeira vez e achei genial; na segunda, nem tanto; na terceira percebi que tinha sido capturado por um engodo. O público adora… Mas o que dizer do público médio? A banda apropria-se de um sem número de clichês eletro-mpb-rock e soam como a “descoberta do pirão depois da farinha”. O show pôs a maioria do público que estava na Arena do Imirá pra sacolejar. Como disse Tiago Lopes ao se referir aos indies, as garotinhas sacolejavam como que ligadas a uma corrente 220V – pra não falar do vocalista Felipe S. O Mombojó, no melhor estilo “joguei pra galera”, fez uma das mais entusiasmadas apresentações da noite. Se eu gostei? Não… Estava ocupado escolhendo algo pra forrar o estômago, afinal, estamos no “reino da alegria”, não?
Móveis Coloniais de Acajú (DF). O nome é longo, a banda é enorme e o entusiasmo também. Lembra muitas daquelas bandas de ska da década de 80 – especialmente Madness e The Specials. O público se esbaldou com este que foi, por unanimidade, considerado o melhor show da noite. Os metais são o forte da banda, além das letras sacadas de suas canções que vão do escracho ao non-sense sem escalas. Talvez esteja sendo exagerado, mas, depois que o vocalista André Gonzáles desceu do palco para ensaiar uma ciranda à nagila rava com o público, o jogo já estava ganho pros caras. No final, como disse, a banda foi a responsável pela melhor apresentação da noite. Para assegurar uma boa farra, mais alguns skas e tá tudo resolvido… O Móveis aparenta entender deste riscado.
Detonautas veio em seguida… Quer saber, tava muito cansado para ouvir as balelas de Tico Santa-Cruz. Se a música é simplesmente patética, o discurso desce a ladeira. Arrumei minhas coisas e botei minhas pernas em direção à saída. No caminho, Montage (CE) estava ditando as regras na Tenda Eletrônica. Como disseram Tiago Lopes e Alexis Peixoto: no palco, Detonautas; na tenda, Montage; no Inferno, o Capeta…
Danilo comentou em 5/5/2007 às 3:46 pm
Uma dúvida mortal.
Talvez mortal mesmo.
Quais as 5 bandas preferidas do colunista?
Calma, não é afrontando não. É pra entender se eu vou ler somente críticas e elogios maquiados entre críticas negativas, ou vou ler algo do tipo: “Parabéns a banda X”.
Alexandre Honório comentou em 6/5/2007 às 12:49 am
Não Danilo, você, daquilo que ler, entenderá o que lhe for conveniente.
Impressões não são quantificações. O texto acima simplesmente existe deste modo…
Arthur comentou em 6/5/2007 às 9:09 am
Incrível é ver esses caras fazendo resenha de uma forma tão parcial. Esse é o tipo de cara que não curte nada para soar que é polêmico. Alguém aí sabe fazer uma análise mais técnica é menos alegórica por favor?
Aristeu comentou em 6/5/2007 às 9:50 am
Opa Arthur, o problema não é a parcialidade, o problema é a dita imparcialidade, que não existe, que muita gente vende por aí de forma falsa. Crítica é opinião, mas também é análise técnica, informação etc. Isso aqui não é resenha. Resenha é orelha de livro.
Sérgio Malaquias comentou em 6/5/2007 às 10:07 am
Esses críticos de Natal ainda tem que comer muito feijão com arroz para fazerem uma crítica de verdade. Soar polêmico não leva a lugar nenhum. Não vi nenhuma análise técnica também. Parece que só assistiram uma música e tomaram um parecer do geral. Aliás, isso é de praxe em pseudo-críticos musicais.
Kenia comentou em 6/5/2007 às 11:31 am
Oh God!
De novo essa polêmica de crítica imparcial?!?! E isso existe?!
Ai meu saquinho.
O negócio é falar bem e ficar em cima do muro aí todo mundo fica muito feliz e “crítica” fica uma pela porcaria.
Alexandre Honório comentou em 6/5/2007 às 11:33 am
Alegórica? Volta pra caverna, Arthur, volta…
Ah, antes que me esqueça: leva uns gravetinhos e prepara uma fogueira pro Malaquias.
Alexandre Honório comentou em 6/5/2007 às 11:38 am
Pronto… Resolvido…
Agora, para atender os reclames dos dignos ocupantes da caverna e permitir que, através de luz e sombra, os mesmos possam realmente entender do que se tratou aqui, colocamos o termo CRÍTICA bem evidente.
Vão lá leitores da EmCimaDoMuro Pop e deliciem-se…
Alexis comentou em 6/5/2007 às 11:40 am
Isso é tudo culpa do professor de redação da oitava série, que disse que “texto jornalístico deve ser imparcial, conciso e objetivo”. Aí, isso se entranha na cabeça de um cidadão a ponto de, a partir dessa frase, ele se achar uma sumidade no ofício jornalístico. E a isso some-se um recalque mucho suspeito, que provoca reações violentas quando alguém entra em disacordo com seu gosto pessoal… resultado: comentários como os postados acima.
Ano que vem tem mais.
Rogério comentou em 6/5/2007 às 1:12 pm
Sem querer polemizar, mas na verdade eu entendo os questionamentos do pessoal acima, pois o texto também me pareceu superficial. Claro que crítica tem que ser parcial e mostrar a análise baseada na opinião e referências do indivíduo que a está fazendo. Mas sobretudo deve ser coerente.
Se o Memório Rom (aliás que nomezinho merda) é ruim e chato porque emula um som que já é passado, datado, ou seja lá o que for, logo o Rockassetes deve ser outra merda também, pois faz o mesmo som que milhares de outras bandas no Brasil também fazem, e que é datado pra caralho também. O Mellotrons também emula o shoegaze, que tem uns 15 anos nas costas também, logo também é ruim e chato, não é?
Acho que o texto ficou raso e faltou coerência. No mais o site é bem legal. Parabéns pela iniciativa!
Java (Direto de Mossoró) comentou em 6/5/2007 às 1:38 pm
Só uma correção de um tecnólogo que quase nada entende de arte, ao invés de “…sacolejavam como que ligadas a uma corrente 220V…” o correto seria “sacolejavam como que ligadas a uma tensão de 220V…”
gabriel comentou em 6/5/2007 às 3:34 pm
Ué, agora temos críticos do crítico? Pois antes de embarcarem nessa meta-crítica, Arthur, Malaquias e Rogério deveriam agradecer um cara como Alexandre, q, a essa altura do campeonato ainda tem boa vontade pra sair de casa numa quinta-feira chuvosa e ver um monte de merdas tocando num lugar investado de retardados e panacas de toda espécie, pra depois ainda investir tempo, neurônios e dedos dividindo sua experiência com os leitores do site q ele teve o trabalho de criar, diga-se de passagem! Bons textos, cara, tou aqui no aguardo das críticas do sábado!!!
Sérgio Malaquias comentou em 6/5/2007 às 7:31 pm
Gabriel
Ninguém pediu para Alexandre sair de casa. Engraçado que vocês falam tanto que nós reclamamos de críticas e quando fazemos uma vocês só faltam morrer. É como Rogério disse, falta coerência. Sabe quando o cara não acompanhou o todos os shows e escreve qualquer coisa dentro de um texto estéticamente bonitinho? Pronto, essa resenha ficou assim.
Mu comentou em 6/5/2007 às 9:28 pm
O que é “Análise técnica” de um show?
Acredito estejam usando esse termo equivocadamente para designar alguma outra coisa, pois na impremsa especializada o termo “análise técnica” de um show é usado para designar artigos que esmiuçam e avaliam a performance de toda a parafernália de sonorização, iluminação, estrutura, etc… usado no show
Esses artigos podem ser encontrados em revistas tais como: Backstage, Música & Tecnologia…
Esclarecido o uso equivocado da terminologia, o que seria então,
no entender dos solicitantes essa tal “análise técnica” de um show?
item a item please!!!
Alexis comentou em 7/5/2007 às 4:48 am
Ninguém tá “querendo morrer” não, caro Sérgio. Estamos todos, tão somente, querendo esclarecer nosso ponto de vista. E, óbvio, tirar uma com a cara de vocês.
Sérgio Malaquias comentou em 7/5/2007 às 5:12 am
Não vi nenhum esclarecimento até agora. Você está apenas babando o ovo do seu companheiro. Por certo você deve ser amiguinho dele e não consegue discordar de nada, ou não tem culhão para isso… tão novo e com rabo preso…
gabriel comentou em 7/5/2007 às 5:53 am
Independentemente do uso descuidado de um termo que nem “análise técnica”, acho bom que ainda existam blogueiros ácidos e sinceros por essas plagas (essa é sua, Alexandre rsrsrsrs). Podem ter certeza que eu seria o primeiro a fugir desse site caso ele falasse bem de shows ruins só pra não gerar polêmica. Quanto ao nível de detalhes, os que não gostaram da brevidade do texto já devem ter ouvido falar que textos ao estilo quilométrico da New Yorker não são os mais adeqquados para esse meio. Abs!!
Alexis comentou em 7/5/2007 às 6:20 am
Claro, claro. Eu não concordei com vc, portanto tenho o rabo preso. Faz todo o sentido. Para receber os devidos “esclarecimentos”, visite o nosso departamento pessoal no 4º andar.
Passar bem.
Alexis comentou em 7/5/2007 às 6:46 am
Mas, ok já que vc quer um esclarecimento, aqui vai um. Antes de se ter culhões, como você imagina que tem, é preciso ter bom senso – o que eu estou certo de que você NÃO TEM. E por bom senso, quero dizer a simples percepção de que uma crítica é algo imparcial, pessoal e, sim, às vezes, tendenciosa. Todo mundo tem direito a sua – acontece que nós temos um espaço para fazer a nossa. Só isso. É frequente eu discordar de Alexandre, como podem atestar muitos dos colegas que comentam e escrevem pro site. De fato, não concordo com a análise de algumas bandas feitas aí em cima, mas é como aquela velha frase de Voltaire: “Não concordo com o que dizes, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo”.
E rabo preso tem a senhora sua mãe.
Sérgio Malaquias comentou em 7/5/2007 às 7:58 am
Em algum momento eu disse q
Sérgio Malaquias comentou em 7/5/2007 às 8:00 am
que Alexandre era para parar de escrever? apenas discordei e vcs vieram com 1000 pedras na mão. agora sim, depois de muita lenga lenga, alguém esclarece algo aqui
Lex comentou em 7/5/2007 às 9:36 am
Só do povo de Campinas, Seu Malaquias convidou mais de quarenta!
Esquenta não, Malaquias. Os caras são meio rabugentos, mas amansam depois de umas cervas. Devolve as pedras!
Gian comentou em 7/5/2007 às 10:18 am
Toda esta baixaria é realmente necessária? O Mada vale realmente esta briga toda? Wake up Boys!!!
Este site não merece isto.
gabriel comentou em 7/5/2007 às 12:01 pm
Gian, concordo total! Vamos acabar com esses bate-bocas juvenis aqui no site. É melhor manter isso aqui como uma tribuna de idéias em vez de trsnformar isso num megafone de ofensas. Muito melhor mesmo! Podem acreditar!
Henrique comentou em 7/5/2007 às 1:35 pm
O que dizer de críticas imparciais quando a gente vê os fotógrafos e jornalistas do sudeste, principalmente do Rio de Janeiro, cobrindo apenas, ou só tendo olhos para as bandas terríveis que vêm de lá e acabam pisando no palco do Mada com suas ?canções? tenebrosas! Basta uma bandinha dessas fazer um show qualquer que já vem a manchete: BandaX arrasa no Mada!
Não dá pra entender tanta confusão só porque os caras do site deram a sua mais sincera opinião sobre o que viram e atestaram durante o evento… ah! se fosse eu o responsável por escrever no site teria sido ainda pior a resenha… pois este ano realmente foi terrível a escolha das bandas e a execução dos shows pior ainda… lastimável! acho que posso dizer com certeza, pois eu estava lá, que este ano foi um dos piores MADA que eu acompanhei, senão foi o pior mesmo!
Alexandre Honório comentou em 7/5/2007 às 3:50 pm
Bem lembrado, Henrique… O cara que estava fotografando para a Laboratório Pop – não lembro a alcunha do cidadão – só subia no palco pra clicar as bandas do RJ.
Querem prova? Não vi – repito, não vi – nenhum fotográfo registrando os shows dos Superguidis, Cartolas ou mesmo a baba do Russian Futurists na última noite…
Nas demais, somente quando “maravilhas” como Manacá e Cabaret subiam no palco é que os flashes espocavam. Patético..
Perguntem a Kênia e verão como a “cobertura” “dush cariócassh” aconteceu…
Espero que um dia a produção do Mada caia na real e perceba o atraso que estes caras representam…
Kenia Castro comentou em 7/5/2007 às 4:03 pm
Eu acho que é a questão das fotos é o de menos. O fotografo tava ali para promover as ditas “bandas queridinhas do Laboratório Pop” o problema é quando você entra no site e vê manchetes como “Manacá conquista Natal” ou “Reverse melhor da noite”.
E olha eu que eu venho de um estado muito bairrista, mas faz tempo que não vejo nada tão tendencioso.
Imagina se a Zero Hora tivesse vindo cobrir esse evento?! ahhaha seria algo assim: Cartolas, Superguidis e Pública fizeram os melhores shows do festival!
Querer promover a banda que apoiam não vejo nada demais, mas inventar que fizeram o melhor show da noite e restringir uma cobertura àquilo que desejam promover é onde mora o perigo.
Fábio comentou em 7/5/2007 às 5:47 pm
como diria aquela banda de forró famosa que eu não sei o nome:
iuuuuuuuu pega fogooo cabaré!
Bem, discordo das críticas, mas isso é opinião minha. Gostei do show de Manacá – o lirismo misturado com a batida, um tanto regional, além da forma teatral da vocalista para mim soou original e muito bom, além disso, poucas pessoas migraram, deu mais gente que Lucy e olha que assisti os 2 primeiros shows por completo – Cabaret e Mombojó fizeram bons shows, Montage fez o pessoal balançar na tenda, com direito até a pêitchenhos.
Já Mellotrons, banda da qual eu gosto e que eu ja havia assistido um show, achei uma merda. Eu gosto da banda, talvez o tamanho do palco tenha prejudicado, mas no geral foi ruim, insosso e utilizando-se do adjetivo do crítico; dormível. O pessoal não curtiu mesmo e só gostou a população indie natalense que ja conhecia a banda. Bugs foi razoável, ja vi shows beeeeem melhores deles, mas foi melhor que Mellotrons.
Mombojo eu gostei e foi um dos melhores shows do festival. Sobre o “sem número de clichês do eletro-pop-mpb” gostaria que você citasse alguns.
Bem, de resto, gostei do texto
Cássio Augusto comentou em 7/5/2007 às 6:56 pm
Essas bandas do Rio de Janeiro, na maioria, são chatinhas mesmo.
Achei interessante o show de Manacá, mas não me interessei em ir além disso.
Não comprarei cd e nem baixarei música. Cabaret, pra mim, é piada.
Voltando ao rock, Rockassetes fez um bom show também,
músicas bem feitinhas, show bem feitinho, tudo belezinha.
O que poderia oferecer mais que isso? Memória Rom é um caso a parte.
As músicas não são legais mesmo. Eu juro que prestei atenção para ver
se estaria sendo injusto, mas não, as melodias são chatas mesmo.
Bugs é Bugs, o ex-Power Trio fez uma apresentação massa.
Prefiro eles tocando num ambiente bem menor, acho que funciona mais,
mas eu gosto do som dos caras, para mim é bom em qualquer lugar.
As bandas pernambucanas cumpriram seu papel. Eu gosto muito de Mellotrons
e acompanho Alexandre, acho que as músicas cantadas em português
não é o forte deles, mas quem curte o som, curtiu o show. Mombojó
fez uma apresentação muito boa e mostrou uma grande evolução. O vocal está
mais solto e um pouquinho menos desafinado e os outros integrantes estão
em ótima sintonia, para mim, o melhor show da noite. Quanto aos clichês
citados por Alexandre, acho que em parte tem razão, mas o que nessa vida
não é clichê? Como dizia Tim Maia: “Tudo é tudo e nada é nada”. hehehe
Móveis realmente surpreendeu. É como eu digo, para mim é uma banda de
show e não de cd. Ótimos músicos, banda entrosada e divertida, funciona
bastante em show. Caiu nas graças da galera. Montage foi muito bom
também, direito a meninas louquinhas mostrando os peitinho, enfim,
comprovou que a sexta foi o melhor dia.
Gordo comentou em 9/5/2007 às 11:19 am
Alex, massa demais ler teus escritos, pois fico “vendo” você falar e lembro do quão divertido era pegar o 73 contigo e rir das trunchuras do mundo, inclusive das minhas. (rs)
Nana comentou em 9/5/2007 às 4:18 pm
“O negócio é falar bem e ficar em cima do muro aí todo mundo fica muito feliz e “crítica” fica uma pela porcaria”
Nãnãninãnã… O negócio é falar mal daquilo que lhe convir.
Principalmente, se mais de 111 pessoas, habitantes do mesmo município, conhecerem o famigerado.
Por ex.: Móveis Coloniais Acaju fariam melhor que uma orquestra de frevo que tocasse ska? Nãnãninãnã…
Mas, enfim, o que importa é o que interessa. E, como já disse em um desses blogs azedinhos-indie-o-raio-que-o-parta: falta sexo, sobra corporativismo e deslumbre no crítico de rock potiguar.
jomardo comentou em 10/5/2007 às 5:24 pm
o problema é esse , as bandas cariocas trouxeram um fotografo, nao vejo problema nisso , tinhamos fotografo tb para todas as bandas eo festyival, se a imprensa do RIO fala bem de suas bandas ( nem todos claro), se vcs puderem ter acesso as materias que sairam em varios Estados vão perceber que todo mundo puxa a sardinha para seu prato. Mas como ja dizia Camara CAscudo , nATAL NAO CONSAGRA NEM DESCONSAGRA NINGUEM,uma pena, pois poderiamos levantar a bola de nossas bandas tb, mas parece que estamos todos com o complexo folha de sao paulo , queremos ser modernos e nao pega bem falar bem de coisas nossas , a nao ser que sejam bem estranhas mesmo, para paracermos modernos e entendidos…..Vejam o exemplo de Pernambuco que só nao levanta mais a bolda das bandas locais , porque nao tem mais espaço…e contagia muitas outras praças, se nao tivemos uma boa escalação de bandas locais , segundo os criterios de alguns por aqui , nao foi culpa do festival , é a nossa cena , ou será que o ideal é colocar aquela velha banda rock in roll gritante datada pra caralho para estarmos fazendo rock ??? Vale uma reflexão, e outra tb, se olharmos o cenario nacional , temos em torno de 30 bandas indies preparadas e desssas muitas ja passaram pelo MADA…é facil criticar e elogiar o vizinho , principalmente quando eles vconseguem colocar na programação um nome emblematico , que muitas vezes nao tem publico nem emblema, somente para os sabidos críticos musicais…nao entendo nada disso, mas vou tentar fazer um curso para tentar acompanhar o raciocinio lógico dos criticos , pode ter certeza…será um desafio para mim . E o que acho mais interesssante é que uma banda é indie se sempre se fode, quando consegue um espaço e começa a aparecer ou descola um esquema bacana , se torna insuportavel..acho que o DAR CERTO nao combina com a critica MUSICAL INDIE, tem que ser tosco mesmo sempre….MAs de qualquer forma vou seguir o exemplo de DENISE ( que entende muito de SOM por sinal, pois no dOSOL ACONTECEREAM ALGUNS PROBLEMAS E SEM DUVIDA ELA DEVE TER CORRIGIDO ) E Esperar 2008..Valeu.
Lex comentou em 11/5/2007 às 8:39 am
Hummm, esse comentário acima tá com cara de fake…
Il Diavolo comentou em 11/5/2007 às 10:16 am
Será?
Renato comentou em 12/5/2007 às 10:33 am
O problema aqui é que parece que a pessoa que escreveu o texto não gosta muito de música ou então de um tipo específico de música.
Mas o pior é a qualidade do texto, sofrível que dá até pena. Primeiro ele fala na primeira pessoa do plural e depois na primeira pessoa do singular: “Não assistimos a apresentação de Pandora No Hako” e depois “Como disse, não assisti Pandora No Hako”. Não sabe a diferença entre mas e mais, como pode-se notar no parágrafo sobre o Móveis Coloniais de Acaju. Aliás, esse parágrafo tem uma frase que não tem sentido, ou no mpinimo não foi completada.
Quer criticar, beleza. Mas pelo menos aprende a escrever ou pede pra alguém revisar seu texto, senão não dá pra levar a sério.
Alexandre Honório comentou em 12/5/2007 às 2:17 pm
Não, Renato, de forma alguma. A pessoa que escreveu este texto procura compreender, via de regra, o que diabos se esconde nesta beleza que é a Língua Portuguesa – ou ao menos tenta…
Talvez você não tenha percebido, mas, Disruptores, coletivo, está no plural. Quando disse, “não assistimos”, me referi à equipe do zine responsável pela cobertura. Talvez você não tenha percebido isso, mas, quando assumo a primeira pessoa, voltei à condição de observador – já que fui responsável pela escrita neste dia em especial.
O “mas” em questão foi erro mesmo, confesso: alguém tem que assumir essas coisas de vez em quando. Como disse, tento respeitar as regras da “bendita língua” na medida do possível, mas as vezes “a gente derrapa”. Além deste “mas” teve outro que ficou perdido no meio do mesmo parágrafo – ambos corrigidos, claro, graças à lembrança. My fault, mas, aqui correto, ninguém é tão perfeito assim a ponto de não cometer tais deslizes…
No mais, grato por ter se prontificado a ler o texto até o fim…
Cheers, folk…
foca comentou em 19/5/2007 às 2:54 am
Bateu uma dúvida agora. O diabos a assessora de imprensa do DoSol tem haver com o som do festival?
Comparação boba Jomardo. Seu evento é maior, mais estruturado, tem mais orçamento e por causa disso as pessoas exigem mais excelência do mesmo. Não só Denise como qualque um que vá a Arena do Imirá, até porque vocês mesmos dizem que o MADA é o maior festival de música indie do país.
Particularmwente achei o som legal em 90% das apresentações, o que num festvial desse porte e com essa correria é bem natural e um número bem legal.
Assim como muitas outras pessoas não gostei muito das atrações, acho que faltou punch no geral, achei meio frio o rolé. Mas também concordo que a culpa não recai sobre a produção e que não dá para repetir muito a escalação.
Deixa o povo opinar jomas não é muito bom quando rola muito crítica negativa mas é legal para pegar alguns tópicos e dar uma estudada pros próximos
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