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	<description>Revista Eletrônica de Cultura</description>
	<lastBuildDate>Fri, 20 May 2011 19:40:21 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Decadência e redenção de um herói por Miller e Mazzucchelli</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 00:13:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Honório</dc:creator>
				<category><![CDATA[NoNarte]]></category>
		<category><![CDATA[David Mazzuchelli]]></category>
		<category><![CDATA[Demolidor]]></category>
		<category><![CDATA[Frank Miller]]></category>

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		<description><![CDATA[O que torna uma história em quadrinhos fundamental? Equilíbrio entre trama e traço aliado ao talento por trás deles. É isso que transforma Demolidor: A Queda de Murdock em um clássico do gênero e o coloca entre as principais criações da década de 1980 e dos quadrinhos mundiais. Criada por Frank Miller e ilustrada por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="aquedademurdock_index" src="http://www.disruptores.com.br/wp-content/uploads/2010/08/aquedademurdock_index.jpg" alt="" width="390" height="190" /></p>
<p>O que torna uma história em quadrinhos fundamental? Equilíbrio entre trama e traço aliado ao talento por trás deles. É isso que transforma <em>Demolidor: A  Queda de Murdock</em> em um clássico do gênero e o coloca entre as principais criações da década de 1980 e dos quadrinhos mundiais. <span id="more-1467"></span>Criada por Frank Miller e ilustrada por David Mazzucchelli – a mesma dupla que  recontara de forma magistral a origem do Cavaleiro das Trevas em <em>Batman: Ano Um</em> –, <em>A Queda de Murdock</em> é uma história de decadência e renascimento impar – como o  nome do arco lá fora claramente propõe: <em>Born Again</em>.</p>
<p>Matt Murdock, o homem por detrás da mascara do Demolidor, é envolvido em uma sucessão orquestrada de eventos coordenada pelo  principal inimigo do <em>Homem Sem Medo</em>: Wilson Fisk, o Rei do Crime. Tudo começa quando Karen Page, antiga amante de  Murdock, revela em troca de uma dose de heroína a identidade secreta do  Demolidor. Um envelope que chega às mãos de Fisk basta para que o vilão inicie uma  caçada a Murdock, destruindo-o aos poucos e lançando-o mais e mais em um  atoleiro.</p>
<p><em> </em></p>
<div id="attachment_1471" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><em><em><a rel="lightbox" href="http://www.disruptores.com.br/wp-content/uploads/2010/08/aquedademurdock_maior.jpg"><img class="size-full wp-image-1471 " title="aquedademurdock_menor" src="http://www.disruptores.com.br/wp-content/uploads/2010/08/aquedademurdock_menor.jpg" alt="" width="200" height="306" /></a></em> </em><p class="wp-caption-text">Capa de Demolidor: A Queda de  Murdock, lançada pela Panini Comics </p></div>
<p><em> </em>A maneira como Frank Miller descreve a decadência de Murdock e o regozijo de Wilson Fisk é primorosa: ajudado pelo traço impecável de Mazzucchelli, Miller imprime nuances à relação entre Fisk e Murdock, demonstrando como o primeiro reconhece no segundo a sua contraparte – e  porque esta contraparte deve ser destroçada desde o íntimo para que, assim, não  possa se erguer.</p>
<p><em>Demolidor: A Queda de Murdock</em> é também uma história de redenção, já que mostra Karen Page  tentando deixar a sarjeta e o vício também à procura de salvação. Na trama, além do próprio Matt Murdock e do  Rei do Crime, dois outros personagens são primordiais para o mosaico construído  por Miller: Karen e o jornalista Ben Urich.</p>
<p>A primeira porque, tendo sido a responsável direta pela queda do Demolidor, será igualmente responsável por seu ressurgimento triunfante frente ao Rei do Crime; o segundo, bem, porque é a partir da narrativa paralela  de Urich que o que se desenrola nos bastidores da trama é revelado em suas cores  vívidas.</p>
<p>Vale lembrar que Miller faz do repórter Ben Urich em <em>A Queda de Murdock</em>, vale lembrar, estabelecera muito do que o personagem</p>
<p>Em <em>A Queda de Murdock</em> tudo se esfaçela para o Demolidor: amigos, casa, cidade, inimigos. Enfim, tudo desmorona e, tão logo Matt Murdock chega ao fundo do poço, recomeça sua trajetória na direção do clímax impecável que é a batalha nas ruas da Cozinha do Inferno contra o supersoldado Bazuca.</p>
<p>Li <em>A Queda de Murdock</em> lá em 1988. Tinha meus 14 anos e, engraçado, passado todo este tempo a história mantém seu viço e força. Juntamente com <em>Elektra Assassina</em>, <em>Demolidor &#8211; A Queda de Murdock</em> é uma daquelas histórias indispensáveis para quem gosta de HQs e, mais, para quem gosta de uma combinação impecável entre argumento e ilustração.</p>
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		<title>O brilho e glamour dos monstros de Palahniuk</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Aug 2010 22:03:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Honório</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavreando]]></category>
		<category><![CDATA[Chuck Palahniuk]]></category>
		<category><![CDATA[Monstros Invisíveis]]></category>

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		<description><![CDATA[A primeira cena de Monstros Invisíveis poderia ser descrita como o cruzamento entre Scarface, Carrie – A Estranha e Quatro Casamentos e Um Funeral: uma garota, em um vestido de noiva completamente destruído, empunha no alto de uma escadaria um fuzil enquanto, diante dela, aos pés desta mesma escadaria, enquanto tudo ao redor grita em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="monstros_capa" src="../wp-content/uploads/2010/08/monstros_capa.jpg" alt="" width="390" height="190" /></p>
<p>A primeira cena de <em>Monstros Invisíveis</em> poderia ser descrita como o cruzamento entre <em>Scarface</em>, <em>Carrie – A Estranha</em> e <em>Quatro Casamentos e Um Funeral</em>: uma garota, em um vestido de noiva completamente destruído, empunha no alto de uma escadaria um fuzil enquanto, diante dela, aos pés desta mesma escadaria, enquanto tudo ao redor grita em chamas<span id="more-1462"></span>, um transexual entupido de drogas prescritíveis agoniza vendo sua barriga tanquinho destruída por um balaço. Tudo é narrado por uma nada glamourosa e atordoada ex-modelo deformada e chapada até os ossos.</p>
<p><em>Monstros Invisíveis</em> é o livro mais recente do escritor norte-americano de Chuck Palahniuk a ganhar edição por aqui. Lançado lá fora em 1999, mas escrito bem antes disso, seria seu romance de estréia: terminou rejeitado pela editora por ter sido considerado perturbado demais. Somente quando <em>Clube da Luta</em> ganhou as telas e seu sucesso transformara seu autor em nome consagrado, <em>Monstros</em> finalmente pôde ver o pó das estantes.</p>
<p><em>Monstros Invisíveis</em> é um romance perturbado, sim: perturbado e atordoante. De cara, nas primeiras páginas, somos tomados de assalto pelo absurdo da cena acima; depois disso, bem, o livro nos leva através de uma sucessão aparentemente interminável de bizarrices regradas por drogas prescritas e estrogênios conjugados cortando uma América que parece demonstrar o quão efêmero é esse tal <em>american way of life</em> e o peso em carne que ele espera cobrar.</p>
<div id="attachment_1465" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><img class="size-full wp-image-1465 " title="monstros_invisiveis_index01" src="http://www.disruptores.com.br/wp-content/uploads/2010/08/monstros_invisiveis_index01.jpg" alt="" width="200" height="297" /><p class="wp-caption-text">Capa de Monstros Invisíveis, de Chuck Palahniuk, lançada pela Rocco</p></div>
<p>O livro é narrado a partir do olhar de Shannon McFarland: uma modelo medíocre que, juntamente com a amiga Elie Cotrell, destila “glamour” por alguns trocados e a ilusão superficial de estrelato. Tudo degringola, como um carro desgovernado em uma calçada cheia de pedestres, quando a narradora é atingida por um disparo que tinha sua cabecinha vazia como alvo.</p>
<p>Quando acorda no hospital, desfigurada e impossibilitada de falar qualquer coisa inteligível já que sua mandíbula fora destroçada pelo disparo anônimo, McFarland tenta lidar com o pouco que ainda resta de sanidade. É exatamente neste ponto da trama que entra em cena a poderosa Brandy Alexander: um transexual repaginado por inúmeras intervenções cirúrgicas que pega Shannon pelo braço e a carrega em seu próprio e bastante particular <em>On the Road on Acid</em>.</p>
<p>Mansões vazias, porém cheias de drogas. Uma família destroçada pela tragédia. Um irmão desaparecido ou morto. O ex-namorado que resolve comer a amiga da narradora. Tudo entra no caldeirão bizarro de Palahniuk envolvidos por uma narrativa que procura mescla a linguagem paralela das passarelas com o ritmo lancinante e efêmera de um Tyler Durden registrando a São Paulo Fashion Week enquanto um grupo de modelos decide atear fogo as madeixas carregadas por fixante.</p>
<p>Palahniuk carrega nas tintas em <em>Monstros Invisíveis</em>. Podemos dizer que o livro é o primo bastardo, fashionista e completamente pirado de <em>Clube da Luta</em>. No fim, o pano desce sobre o que restou da cabeça de Shannon McFarland e Brandy Alexander, descobertas são feitas e o mundo parece um lugar ainda mais estranho.</p>
<p><em>Monstros Invisíveis</em> poderia ter sido um excepcional livro de estréia. Não o foi porque a <em>tour de force</em> narrativa empreendida por Palahniuk fora demais para as cabecinhas dos editores e o livro perdera em <em>timing</em> para o caótico clube de Tyler Durden e sua turma. O espocar dos flashes em delírio de <em>Monstros Invisíveis</em>, no entanto, mostra que em sua caótica cachola Palahniuk guarda monstros estranhos, mas cativantes.</p>
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		<title>Um conto assustador sobre um atlante com asas nos pés</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jun 2010 22:14:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Honório</dc:creator>
				<category><![CDATA[NoNarte]]></category>

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		<description><![CDATA[Namor, o Príncipe Submarino, nunca foi um dos meus personagens favoritos. Qualquer personagem que, submarino, traz asas adornando seus pés é no mínimo um absurdo, não? Correto. Porém, devo morder a língua quando o assunto é Namor: As Profundezas, encadernado com o personagem que está atualmente nas bancas de revistas. A edição caprichada faz jus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="namor_dasprofundezas_index" src="http://www.disruptores.com.br/wp-content/uploads/2010/06/namor_dasprofundezas_index.jpg" alt="" width="390" height="190" /></p>
<p>Namor, o Príncipe Submarino, nunca foi um dos meus personagens favoritos. Qualquer personagem que, submarino, traz asas adornando seus pés é no mínimo um absurdo, não? Correto. Porém, devo morder a língua quando o assunto é <em>Namor: As Profundezas<span id="more-1458"></span></em>, encadernado com o personagem que está atualmente nas bancas de revistas. A edição caprichada faz jus à história que a recheia: <em>Namor: As Profundezas</em> é uma história de suspense bacana como há algum tempo não lia.</p>
<div id="attachment_1459" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><img class="size-full wp-image-1459 " title="namor_dasprofundezas_capa" src="http://www.disruptores.com.br/wp-content/uploads/2010/06/namor_dasprofundezas_capa.jpg" alt="" width="200" height="306" /><p class="wp-caption-text">Capa de &quot;Namor: As Profundezas&quot; da Panini Comics</p></div>
<p>Na trama, um renomado cientista é convidado a acompanhar uma expedição às Fossas Marianas para verificar o que teria acontecido com o Capitão Marlowe e sua tripulação que, em um submarino, procuravam provas da existência do continente perdido de Atlântida. Com uma nova tripulação, o professor Stein segue às profundezas abissais procurando pelo capitão perdido e sua tripulação e, mais, por evidências que comprovem que o tal continente não passa de delírio.</p>
<p>Porém, com uma dose bacana de suspense claustrofóbico e com uma arte que realça este aspecto, Peter Milligan (<em>Skreemer</em>, <em>Shade – o Homem Mutável</em>) e Esad Ribic (<em>Loki</em>, <em>Surfista Prateado – Réquiem</em>) compõem uma história em quadrinhos verdadeiramente excitante. Prova disso é que o personagem título paira por todo o volume, surgindo somente para realçar a atmosfera de suspense que toma conta do submarino que leva Stein e sua tripulação às profundezas do título.</p>
<p>O argumento de Milligan conduz o leitor através do subconsciente dos personagens, exprime a arrogância de Stein e seu declínio frente às surpresas que surgem a medida em que o submarino que o abriga avança buscando o que se esconde além das Fossas Marianas e, mais, mostra seu colapso frente à descoberta do que acontecera à tripulação e ao próprio Capitão Marlowe.</p>
<p>Já a arte de Esad Ribic é, como sempre, um espetáculo à parte: com seu estilo metódico e expressivo, traduz em imagens impressionantes e carregadas de tensão o que o roteiro de Milligan lhe propõe. Para o leitor, as cores e imagens construídas por Ribic – especialmente o jogo com luz e sombras que ele constrói em torno dos personagens (e do terror inspirado pelo próprio Namor, “o protetor terrível de Atlântida”) atribui contornos únicos à trama e prende o leitor até a última página da publicação.</p>
<p>Como disse no início, Namor, o Príncipe Submarino, não é nem de longe um dos personagens favoritos. Entretanto, é inegável sua importância para história das Histórias em Quadrinhos. Peter  Milligan e Esad Ribic construíram para este <em>Namor: As Profundezas</em> uma aventura única, imbatível e por isso indispensável para quem de verdade gosta de uma assustadora e irrepreensível obra de ficção.</p>
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		<title>O Admirável, Distópico e Insano Mundo de Spider Jerusalém</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 00:49:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Honório</dc:creator>
				<category><![CDATA[NoNarte]]></category>
		<category><![CDATA[Spider Jerusalem]]></category>
		<category><![CDATA[Transmetropolitan]]></category>
		<category><![CDATA[Warren Ellis]]></category>

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		<description><![CDATA[Sob um ensolarado e belo dia, Joe Sacco acorda em algum lugar no Século XXIII. Sem saber como diabos terminou ali, naquele inferno, logo percebe que não há o que fazer contra a criatura monstruosa que se ergue diante dele. Sacco decide, portanto, com riqueza de detalhes, narrar às futuras gerações a piscina de merda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="transmetropolitan_index" src="http://www.disruptores.com.br/wp-content/uploads/2010/04/transmetropolitan_index.jpg" alt="" /></p>
<p>Sob um ensolarado e belo dia, Joe Sacco acorda em algum lugar no Século XXIII. Sem saber como diabos terminou ali, naquele inferno, logo percebe que não há o que fazer contra a criatura monstruosa que se ergue diante dele. Sacco decide, portanto, com riqueza de detalhes, narrar às futuras gerações a piscina de merda que respinga em todos – já que ninguém parece se importar<span id="more-1454"></span>. Percebe, no fim, que o caldeirão no qual despencou é ainda mais revolto que aquele dos nossos dias – e que fazer jornalismo nele é como colocar o próprio pescoço para degola. Mas, afinal, quem se importa?</p>
<p>Não. Antes que você comente algo, não substituí minha alimentação habitual por uma dieta baseada em cogumelos alucinógenos e barbitúricos. O parágrafo acima seria uma tentativa minha de tentar explicar, em linhas gerais, o que é <em>Transmetropolitan</em> – série criada em meados dos anos 1990 por Warren Ellis e Darick Robertson e que finalmente agora ganha uma edição de verdade por aqui.</p>
<p><em>Transmetropolitan</em> é uma das séries mais anárquicas que conheço – vence por dois corpos de vantagem outra das minhas favoritas: <em>Os Invisíveis</em> de Grant Morrison. No Brasil, em meados dos anos 2000, teve alguns dos seus arcos publicados pela Metal Pesado –o que não impediu que tivesse sua publicação interrompida no arco <em>O Ano do Bastardo</em>. Agora, com a Panini Comics resgatando o selo Vertigo do limbo editorial em que se encontrava depois que a Pixel Media afundou, as aventuras de Spider Jerusalém parecem ter nova casa e, ao que tudo indica, continuidade.</p>
<div id="attachment_1455" class="wp-caption alignleft" style="width: 240px"><a rel="lightbox" href="http://www.disruptores.com.br/wp-content/uploads/2010/04/transmetropolitan_maior.jpg"><img class="size-full wp-image-1455  " title="transmetropolitan_menor" src="http://www.disruptores.com.br/wp-content/uploads/2010/04/transmetropolitan_menor.jpg" alt="" width="230" height="351" /></a><p class="wp-caption-text">Capa de Transmetropolitan - De Volta às Ruas</p></div>
<p>Mais que uma série sobre um futuro distópico e desolador que espera a humanidade na próxima esquina, <em>Transmetropolitan</em> é pós-ciberpunk. Basta lembrar que, em meados de 1998, quando ninguém sequer dava atenção à Internet rastejante, Ellis já embalava seus leitores com “previsões” sobre o futuro igualmente inebriante e assustador da comunicação – sugestão, leia a história <em>O Que Spider Vê na TV?</em>, quando ele decide se auto-infligir um dia inteiro diante da tela.</p>
<p>Spider Jerusalém é, em <em>Transmetropolitan</em>, o que aconteceria caso o papa do <em>Gonzo Journalism</em>, Hunter S. Thompson, ressuscitasse três séculos à frente de seu tempo. É jornalismo nitro-glicerinado e inebriante. O encadernado <em>De Volta às Ruas</em> que chegou às livrarias no início do mês passado é, seja para fãs de HQs, de jornalismo ou dos dois, um livro indispensável. Um livro que nos apresenta à Spider Jerusalém e seu credo e, mais ainda, já que a Panini Comics pretende lançar trabalhos anteriores de Ellis, uma ótima maneira para conhecer um pouco mais sobre este escritor genial, prolífico e indispensável.</p>
<p>Não sei sinceramente se Sacco ou Thompson aprovariam as comparações. No fim, mande tudo à merda, compre ou roube uma edição de <em>Transmetropolitan – De Volta às Ruas</em>, e aproveite esta <em>trip</em> distópica sem comparação: tenho certeza que você não se arrependerá ao descobrir um pouco mais sobre o que diabos se passa pela cabeça-mundo de Spider Jerusalém.</p>
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