Contos Insolentes

J. Histórias – Fábulas de um fudido (sic) – Parte II: A Esfera

Por Moura Filho - 18/01/2007

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(Para quem fazia algo melhor e não leu a primeira parte: J perdeu uma aposta que consistia no seguinte: o cara dar três pancadas no ovo direito sem amarelar. Neste capítulo, ele vai à forra contra Ademar, o ganhador. A história se passa no hospital onde J trabalha. Tudo é relatado ao atual melhor amigo dele, um aidético que segura na mão uma caixa misteriosa).

J: Já te disse que ver gente morta o tempo inteiro sempre me deu muita vontade de matar alguém?

– Como é, velho?

J: É isso aí. Fico vendo gente morta o tempo inteiro aqui no hospital. Sou eu que leva os corpos pro necrotério, esqueceu?

– E daí?

J: Daí que sempre quis ser a morte por um dia. Num vai abrir não? [pergunta referindo-se à caixa]

– Ah, já tinha até esquecido. É um presente?

J: Pode ser. Olha aí.

– Pô, podes crer. Uma daquelas bolinhas que pulam, né?

J: Você quem tá dizendo.

– E num tinha uma mais coloridinha, não? Caralho! Que cheirinho ruim têm essas borrachas.

J: Num tinha mais colorida não. De onde eu tirei, só tinha essa. E não chama de bolinha não. Respeita. Isso aí chama esfera.

- Que conversa é essa? Na minha terra o nome disso é bola, peteca, bolota…

J: Esfera. Quando é importante, é esfera. Eu olhei no dicionário.

– E por que uma porra dessa é importante [aperta entra as mãos]. Quem tem demais? [joga no chão] Por acaso é de ouro? [Dá uma mordida].

J: Sabe o cara do ovo?

– Caralho! [cospe e limpa; limpa a boca e larga a esfera. Ela sai rolando]. Que porra cê fez?

J: Realizei meu desejo.

- Como é que é?

J: Olha só, viado. Vou te contar porque sei que tu não dura mais muito tempo. A aids que tu tem já te abriu pra tudo quanto é doença. Mas se contar alguma coisa, eu dou um jeito de te infectar com alguma gripe ou de não chegar o teu remédio. Não é muito difícil. E você sabe que eu não presto. E eu sei que você também não. Se liga…

– Mas cê matou o cara?.

J: Péra! A esfera [faz expressão de culto] é do coroa que me aplicou o golpe do ovo. Hehehehehe.

– Mas…

J: Escuta! [o outro acena com a cabeça, mantém os olhos arregalados] Se a vida me escolheu para carregar os mortos é porque queria que eu aprendesse algo, num é não? Queria me testar pra ver se eu depois podia servir pra alguma coisa. Eu sempre senti isso. Sempre soube que eu tinha parte com a morte. Desde o dia que matei um frango. Eu descia a ladeira de bicicleta lá no meu interior e quando me liguei o bicho já estava com a cabeça nos raio da bike. Foi sangue pra tudo quanto é lado. Eu era criança e fiquei com medo de ser preso. Fugi do local. Passei uma semana no quarto com medo da polícia. Polícia é um bicho que mete medo né? E agora me lembro que também pensei ter parte com a morte quando matei um passarinho. De baladeira. Foi triste. Pegou de raspão na cabeça dele. Ele gritava. E eu tapava ele com força pra ninguém ouvir. Também tinha medo de ser preso. Pra encurtar a história, amarrei o bico dele com linha – pra ele não falar nada; pinguei cera de vela nos olhos – pra ele não ver nada; e taquei fita crepe no bicho. Depois enrolei linha, um carretel inteiro. Era época de pipa, ninguém notou. Depois fedeu aí eu joguei fora. No dia do golpe que o cara me aplicou, com a cabeça cheia de cerveja, eu saquei. Era ele. A morte tinha mandado um presente pra mim e eu não podia desperdiçar aquilo. Ainda mais que o cara tinha um souvenir muito escroto: um ovo de silicone. Eu precisava ver aquilo. Em instantes só pensava nisso: primeiro acabar com a vida daquele galado; depois, extrair o ovo. Ovo, não [arregala os olhos e levanta o dedo, como que anunciando um dos testamentos]: a esfera .

– Caralho, cê matou o cara só pra tirar o ovo dele!?!?

J: Que nada. Ele ainda está vivo. Tava de sacanagem.

– Ah, então essa porra aí não é o ovo dele. Ainda bem. Sabia que cê era mau, mas também sabia que não podia ser tanto.

J: [Olha com cara de escroto] Isso aí eu num menti não. Essa daí é a prótese dele sim. Hehehehehe

– Como é?

J: Se liga aí: matar de repente ficou muito comum. Todo dia chega nego morto aqui. Até menino mata gente hoje. Num vê no morro? Os boe tão tudo se matando às favas e não tem nenhum estilo nisso. É matar porque tem uma arma que está na mão. Comigo não, violão! Meus conhecimentos especializados em enfermagem adquiridos com louvor através de curso extensivo e à distância do Instituto Universal Brasileiro me fazem um exímio profissional da carne. Um verdadeiro Ramos. E isso não pode ser desperdiçado assim: matando um jogador fracassado com ovo de silicone. Concorda?

– Bicho, está ficando cada vez pior….

J: Então… O convite que o cara me fez para tomar umas foi aceito de pronto. Como tinha saído do hospital, estava com tudo em cima. No bar tive a idéia de extrair. No caminho, aprimorei o plano. Comprar cerveja no caminho; ir até a casa do cara; sair pra comprar cigarro; passar na farmácia; passar em qualquer outro canto para comprar algum objeto semelhante ao ovo…

– Como é?

J: Pois é, isso aí. Ao invés de matar, eu resolvi dar ao cara uma dose do próprio remédio. Tirar a esfera pra que ele nunca mais tirar essa onda com ninguém. A dúvida foi o que colocar no lugar. Pouco tempo depois de voltar pra casa do cara, que na verdade era um AP num daqueles prédios de salas comerciais que viram muquifo depois que o dono não consegue alugar nada para negócio nenhum; percebi que ele já estava com sono. Daí veio a parte fácil: dar calmante pr’ele apagar. Tava perto das 5 da tarde. Ele tomou mais um gole de cerveja, já batizada e babau. Coloquei um som. Tocava aquela música do band-aid1 no calcanhar. Adoro essa música. E tinha tudo a ver. Decadência total. Coloquei o Ademar na cama, abri as pernas dele. Preparei a anestesia local: gelol. Coloquei um pouco de gelo [raspado da parede do congelador]. Arrumei o bisturi…

– J, como é que tu anda com tudo isso se tu é enfermeiro de necrotério e não precisa fazer nada em ninguém.

J: Eu sempre ando com kit. Além do mais, o bisturi e tals eu sempre tenho porque sempre uso. Ó, tá vendo esse Adidas2 verde ‘Helbender Five’ que custou R$ 399,99?

– Que tem?

J: Comprei com o dinheiro da venda de um pulmão pruns playboys da universidade paga. Tá vendo esse relógio aqui? Esse Osklen3 que pode resistir até a pressão da lua e custa R$ 2.750?? Comprei com a venda de um coração. Preciso do bisturi e das agulhas e linhas pra tirar sem que ninguém saque. Sou fera em dar ponto. Só não tiro cérebro porque precisa serrar. O resto. Já consegui passar um cara pra fora daqui sem a cabeça, acredita? Chavequei um brother meu duma funerária e ele ajeitou tudo dizendo que o estado do defunto estava num ponto tal que era melhor cobrir a cabeça geral. No local a gente colou a cabeça de um manequim.

– Caralho!

J: Caralho, que nada! Se liga! Isso tudo aqui [mostra o corpo] tudo vira bosta debaixo da terra. Porque não tirar uma grana em cima?

–Mas e as famílias? Você não tem pena?

J: Iiiiiiii, já vi que não vai. Ó, esquece. Quando eu fizer contigo, cê num vai saber mesmo. Voltando ao cara, eu já ia abrir, mas aí não tinha o que colocar no lugar. Como o calmante ia fazer ele dormir por várias horas, lavei o rosto, peguei os cigarros e fui dar uma volta. Pô, ainda tinha um tempo até as lojas do Centro fecharem e pensei: né possível que eu não encontre algo.

– E o que cê colocou?

J: Não, se liga! Olha como eu sou gênio e as coisas que eu pensei. Primeiro, pensei numa pedrinha. Mas tá na cara que ele ia sacar a diferença assim que acordasse. Então tinha que ser algo realmente em forma de bola, com o mesmo peso e tals. Na esquina, tinha um cara vendendo ovo de codorna. Ia ser du caralho: o galado apostava, pegava o copo e quando desse a paulada estourava o ovo e o saco. Mas ái me liguei que só ia machucar a pele. Fiquei viajando que podia colocar um ovo de galinha… Grande demais. Uma bola de ping-pong. Mas aí tinha o mesmo problema do ovo de codorna. Podia ser bem escroto e botar uma bola de sinuca! Já pensou no peso? Como ele ia se sentir? [ri] Pois é. Pensei em quase tudo: bola de golf, bola de árvore de natal, esfera de rolamento de carro, bola de fisioterapia, bola de tênis e até uma lâmpada! Daquelas bem pequenas! A idéia da lâmpada surgiu porque tinha chegado à esquina da Rio Branco, onde tem aquela loja de material de construção. Entrei nela, procurei e procurei. Então achei o que colocar. Pura massa. Idéia genial. Sabia desde pequeno como usar e tal. Na volta pra casa, com o material escolhido, ainda pensei que podia ter colocado um saco com soda cáustica dentro; ou um cadeado; ou uma miniatura Hot Wheels; ou a cabeça de um boneco; ou uma vela; ou uma balão com ar; ou uma coxinha… Bicho, muitas coisas cabem dentro de um saco. Cheguei a essa conclusão!

– E o que cê colocou, afinal?

J: Calma lá! Voltei. Preparei o condimento em proporções exatas. Abri. Extrai. Esterilizei. Coloquei o ovo novo. Fechei. Ia sair… Mas aí a maldade novamente tocou meu coração. Com linha e agulha, fiz outra costura no cara. Já te disse que essas linhas de hospital são feitas pro cara não sentir?

– Sério?

J: Sério. Eu podia costurar o teu braço agora que após passar a agulha tu não ia sentir nada. Só ia ver. Como costurei numa parte que ele não via. Então….

– Onde cê costurou? E o que você colocou?

J: Fica imaginado aí [pega a esfera, atira pelo corredor do hospital e sai gargalhando].

- J, espera! Me diz! Me diz!

….A esfera sai rebatendo pelo corredor até parar sem que ninguém lhe dê atenção. J desce para o necrotério. Os dias começam a passar. Em algum lugar da cidade, H. está fechada no seu mundo de imagens. E a moça mais bonita da cidade mas não sabe que está doente. L. – em outro bairro – trai o namorado na cama da mãe com a costureira que mora ao lado. Sua amante é quase 40 anos mais velha mas a faz gozar sinistras vezes, coisa que o namorado, com pau e tudo, nunca conseguiu. D. Tem pensamentos obscuros sobre todos que o cercam, acha que tudo está errado e que o mundo não passa de uma conspiração. Nesse momento se toca de que a cocaína acabou. Há pontos brancos no chão e dentro de seu nariz. É hora de apelar. Policiais sobem o morro. A., que é artista plástico – um dos melhores da cidade – ouve as sirenes, mas não consegue se mexer. Seu corpo só quer saber de uma coisa: consumir a pedra que está dentro do cachimbo. Um soldado manda que ele se deite e ponha as mãos na cabeça. Ele não obedece. Repetem a ordem. Ele não obedece. Outra vez. Ele não obedece. Tenta correr. É morto. Mas não larga o cachimbo. Os técnicos do Itep chegam com mais de quatro horas ao local. O rigor mortis impede que a mão seja aberta e o cachimbo seja tirado. Um dos técnicos que vai buscar o corpo também é viciado e repara que dentro do objeto ainda há o que fumar. A. é enterrado sem dois dedos, o suficiente para fazer escapar o cachimbo. Ninguém nota. Ninguém se importa. Assim como não importa se o pedreiro morto teve a cabeça separada do corpo pelos policiais que foram denunciados por ele ou se foram os urubus que estavam próximos do corpo quando outros da Polícia encontraram o defunto. Uma bando de urubus, isso sim. Os dias passam e chegam ao que deveria ser…

Ademar está no bar. Nova aposta é feita. Só se ouve a pancada uma vez, ao invés de três. Sangue e cacos pra todo lado. Uma bolinha cinza e dura nem é notada em meio a tanto sangue. Em minutos, o Samu4 é chamado. Ademar precisa de ajuda. O pênis e suas adjacências é uma das áreas do corpo mais irrigadas de sangue.

Já no hospital, [enquanto caminham] um enfermeiro comenta com outro a mais recente bizarrice do último plantão…

– … É isso que eu estou te dizendo. Ontem chegou um cara aqui com o ovo estourado. Quando foram ver, dentro tinha uma bolota de Durepoxi.

- Durepoxi?

- Isso! Aquelas massas de colar, que você faz juntando uma porção de azul com outra que é cinza.

- Ah, tô ligado. Mais aquilo é pra madeira, essas coisas…

- Pois é. E tem mais.

- O quê?

- Quando viraram o cara, perceberam que tinham costurado o cu dele!

- Como é?

- Isso aí. Com linha cirúrgica. Algum maluco botou durepoxi no saco do maluco e ainda costurou ele.

- Como é que pode? [se aproxima outro enfermeiro, levando uma maca com um corpo]

- Não sei. [cumprimenta o enfermeiro da maca- fala com ele]. E aí J? Esse é o mais novo que vai pra terra dos pés juntos?

J: Isso mesmo. Mais um pra coleção…

– Já sabe da última?

J: Não. Qual foi?

– Um maluco que chegou aqui de madrugada com o ovo estourado. Dentro tinha durepoxi e pra completar o c* dele estava costurado. Dá pa crê?

J: Hehehehehehe. Pior que o cara do porco, né? Caralho, esse mundo anda estranho. Mas é isso aí mesmo, só piora. E como diz um chapa meu: “quando tudo fica estranho; os estranhos viram profissionais”. Falô. Vou trabalhar…. [Segue rindo baixo, dirigindo a maca com o defunto, fazendo barulho de automóvel; buzinando algumas vezes].

* Moura Filho é Anão e está cada vez mais gordo. Nasceu, mora e não pretende sair do Acre; mas por força do destino embrenhou-se no segundo semestre de 2006 por um safari. A passagem e as despesas com a viagem foram pagas por uma empresa que distribui – via e-mail – senhas para o “Green Card”. Moura Filho duvidou que aceitassem um anão nos EUA e foi parar na África. Lá, conseguiu fazer sexo com pigméias de uma tribo que no passado habitou a região equatorial da África e – conta-se – eram praticantes de canibalismo. Além da experiência sexual, trouxe na bagagem uma fita gravada por uma das pigméias com algumas músicas de uma banda chamada Sons of Azagoth5 e agradece a quem tiver informações e mais sons desses caras. Filho de soldado da Polícia Militar com professora primária, tem preferência por histórias que envolvem humor mórbido. Além de Anão (com letra maiúscula devido o complexo de inferioridade que possui) “Mourinha” – como é chamado pelos íntimos – é um “fudido”. Se escreve assim mesmo F-U-D-I-D-O, com “u”, porque fodido com “o” é coisa de Aurélio e Houaiss, dois playboys que tiveram tempo e dinheiro para ficar dizendo como as palavras devem ser. Eles nunca passaram as situações que Moura Filho – um fudido – encontra diariamente e faz questão de compartilhar com seus leitores e pessoas sem ocupação, como os que fazem e os que lêem esse e-zine. Daí, mais uma vez, estar disponível aqui, outro episódio de “J Histórias – fábulas de um fudido (sic)”.

1. Band-aid é uma marca registrada Johnson e Johnson.
2. Adidas Hellbender é uma marca registrada ADIDAS.
3. Osklen é uma marca registrada Osklen.
4. SAMU é uma marca registrada ‘Governo Lula’.
5. Sons of Azagoth é marca registrada ‘Sons of Azagoth’.
PS.: Fatos e personagens aqui relatados têm ligação com o mundo real. Se você se identificar é porque é com você mesmo. Todas as marcas citadas e registradas usadas nestes relatos foram pirateadas.

6 Comentários para “J. Histórias – Fábulas de um fudido (sic) – Parte II: A Esfera

Lex comentou em 18/1/2007 às 8:42 am

Da série “Se é para comentar, comente sério”:

Acho que você devia rever essa estrutura dialógica dos contos. O fato de o personagem retomar as ações, precisando ele mesmo remontar o que ocorreu, deixa tudo muito explicadinho, e o bizarro da narração se perde um pouco, com a anulação da surpresa (para hitchcock, a diferença entre suspense e surpresa, consiste no acesso às informações da narrativa que o personagem e o leitor possuem. (Suspense: o personagem não sabe o que irá ocorrer, o leitor sim. Surpresa: nenhum dos dois sabe o que vai acontecer).

O final do conto é melhor que o conto inteiro.

Lex comentou em 18/1/2007 às 8:43 am

O final que eu digo é o pequeno epílogo em itálico, antes do crédito do autor.

Moura comentou em 18/1/2007 às 11:26 am

Da série “perguntar não ofende”:
- Quando o senhor diz a “estrutura dialógica” – em específico – está se referindo ao início do texto, onde é contado o capítulo anterior? Ou se refere ao fato do personagem principal relatar seus devaneios enquanto pensava no que colocar no lugar da esfera?
- Quando o senhor diz “O final que eu digo é o pequeno epílogo em itálico, antes do crédito do autor” está se referindo – de forma bem clara – a todo o bloco de texto em itálico antes do final do conto, trecho no qual se dá a passagem de tempo? Pergunto porque não há outro trecho final em itálico que não seja o crédito do autor.
- Quando o senhor diz “Da série ‘Se é para comentar, comente sério’; a que se refere?
Saudações.

Conte 18 parágrafos antes do “líbelo” ao autor: há um trecho em itálico ali, logo após o fulaninho dizer “- J, espera! Me diz! Me diz!”.
E, concordando com o que Alex afirmou, é a única parte do texto que realmente paga a leitura.
O restante é pretencioso e cansativo pra caralho… tudo explicadinho, fresquinho, bleargh!
E fazer uso de uma letra antes do K – utilizada por um certo autor judeu nascido em Praga para nomear alguns de seus célebres e bizarros personagens – é tão batido quanto os atabaques do Olodum!
TENHA DÓ, HOMEM DE DEUS!

Moura comentou em 18/1/2007 às 3:58 pm

Sinto informar ao senhor seu equívoco.
Se o senhor se referia a “K”, personagem do livro “O PROCESSO”; foi pura alucinação do seu cérebro superestimado e mimado por seus discípulos. A temática não tem a ver. A história não tem a ver. E a forma?
Alguém? Alguém?
– Não tem a ver ! - respondeu o ASG que passava próximo ao computador.
Está vendo. Até ele sabe, mesmo pegando a conversa pela metada.
Crer-se certo nessa afirmação é o mesmo que associar o aidético citado no texto com o cantor Cazuza ou ‘Magic’ Johnson.
Além disso, “epílogo” não fica no meio, em geral. E ‘final’ fica no fim, aquele canto quando termina, embaixo; comumente.

No mais:
1. Eu perguntei ao senhor Alex. Só Alex, não Alexandre. Ou Honório. Nem a “Alex honorário”. Ou “candidato a Alex”.
2. Quando quiser comentar, acrescente. Evite ser redudante.
3. Crie opinião própria antes gastar energia em vão.
4. Economize seus “expressionismos de rococó”. Guarde para usar com seus filhos quando quiser parecer idiota e fazê-los sorrir.
5. Não ‘grite’. Eu só sou anão. A baixa estatura não implica problemas em meu aparelho auditivo. Gritar não vai convencer ninguém – muito menos a mim – acerca das suas opiniões. Pensar, elaborar e expressar-se de maneira adequada, talvez.
6. Saudações.
- Saudações também! – disse o ASG, passando (e acertando) de novo.

Aristeu comentou em 19/1/2007 às 1:33 pm

Metendo o beldelho… eu acho que o conto trata de uma piada gasta, já contada e recontada. Mesmo assim, a parte um consegue surpreender. E se a parte dois não existisse, o próprio “continua” incluído no fim da primeira parte acrescentaria um quê interessante à história.

E da série que reclama dos comentários, eu bem acho que vocês poderiam parar de se agredir mutuamente por aqui. Abs.

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