Cinemascópio

Tropas Estelares: Um Longa Pra Macho!

Por João Homem Brasileiro - 17/05/2007

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Como bom macho que sou, estava eu tomando cerveja de madrugada com outros amigos machos, dando notas nas bundas que passavam, quando começou a passar na TV o corujão. E o filme não era outro que não o genial TROPAS ESTELARES! Na minha gabaritada opinião, o melhor filme da história do cinema!

Aos que acham que estou louco, peço que retirem as crianças da sala e me deixem expor meus argumentos. O filme fala de soldados que vão para o espaço combater insetos gigantes. Como é que um argumento desses pode ser ruim? Tiros, explosões, monstros e… Denise Richards! A Bond-girl que pediu divórcio do Charlie Sheen por ele ser um tarado viciado em sexo. Por mim, eu dava um Oscar pro Charlie Sheen ou um Prêmio Nobel, ou sei lá, uma medalha da ordem dos machos orgulhosos deste planeta. Mas isso é assunto pra outra ocasião. Falemos agora da guerra contra as baratas musculosas.

E olhem que o que já é ótimo pode ficar ainda melhor. Além dos homens armados combatendo insetos gigantes no espaço em cenas cujos níveis de adrenalina e testosterona sobem pra estratosfera, além da Denise Richards, além da história sem toda aquela frescura e enrolação que eles chamam de trama, roteiro essas porcarias, ainda tem um detalhe muito importante: Buenos Aires é destruída e vemos as chamas tomarem conta da capital dos hermanos, transformando tudo em ruínas. Essa é certamente a cereja no bolo desta grande produção que marcou época e faz a gente refletir sobre como deveriam ser todos os filmes que se fazem. Aliás, refletir não, que refletir é coisa de viado ou de fã de cinema europeu, que no fim das contas dá no mesmo!

Cinema europeu pra mim é tudo a mesma merda! Todos eles: francês, argentino, iraniano! A história é sempre a mesma. Um monte de viadinho francês com crise existencial que, como todo mundo sabe, é desculpa pra querer dar a bunda uns para os outros, falam de filosofia, arte, relacionamentos inter-pessoais, blá-blá-blá! Ninguém fala de futebol, nem de carro, nem de filme de faroeste, nem de bunda de mulher, nem de peito de mulher, nem de você-sabe-o-quê de mulher! Que mundo de fantasia é esse?! E ainda falam que os filmes do Stallone são mentirosos! Mentira é ter homem daquele jeito no mundo. Só no dia que o Clodovil for promovido de deputado a presidente da ONU. Quer dizer, existir, até existe, mas inventa outro nome pra eles que homem é que não são!

Se alguém me chama pra ver um filme europeu, desconfio logo que é cantada e encho o baitola de porrada pra ele deixar de pouca vergonha. Se for mulher, eu até vou, mas compro por engano o ingresso de Duro de Matar 4 ou Sexta-feira 13 parte 20 e arrasto a gazela pelos cabelos pra dentro da sala de projeção. Se, por um acidente ou cataclisma do destino, eu for parar numa sala escura de filme europeu, faço questão de dormir antes dos traillers e de roncar mais alto que o choro dos atores.

Cinema bom é o americano ou o brasileiro que se fazia antigamente, porque hoje em dia é só roteiro sensível, intimista, alternativo… Minha nossa! Como tem sinônimo pra viadagem nesse mundo moderno! Bom é ver o Dirty Harry pegar uma Magnum e dizer “Make my day.”, antes de disparar contra a cabeça dos bandidos. Ou então o John McLane atirar a torto e a direito com sua metralhadora. Ou ainda o Shwarzeneger espalhando, ora socos, ora tiros. São filmes que distribuem mais bala que dia de Cosme e Damião. Isso sim é que era bom!

Os brasileiros também tinham seu charme. Duas mulheres gostosas chegavam a uma praia deserta e tiravam a roupa do nada, sem nenhuma explicação. E precisa? Pra que perder tempo tentando explicar o belo, natural e irrefreável instinto de dar prazer ao macho da espécie! Tenho muito respeito por esses filmes. E saudade desses tempos. Em que ninguém ficava cultuando “Abril despedaçado” ou “Central do Brasil”! Eram tempos de “Como era boa a minha vizinha.” ou “O bem dotado de Itu”. Tempos em que o grande ator Paulo César Peréio dominava e, se o Rodrigo Santoro fosse ativo naquele tempo (com trocadilho, sim senhor!) ele conseguiria, no máximo uma ponta, ou teria que disputar papel com a Vera Fischer.

Os únicos filmes brasileiros que têm dado algum orgulho ao país ultimamente são “Cidade de Deus” e os do Alexandre Frota. Quer dizer, menos aquele em que ele pega um travesti. Eu mesmo, sou um pouco cineasta, sabe? Estou escrevendo um roteiro agora mesmo. Vou exibir um trecho logo aí embaixo.

- Oi, Paula. Você pode abrir a porta? É o Serjão.
- Oi Serjão. Eu não sabia que você tinha virado entregador de pizza.
- Pois é. Trouxe uma cortesia pra você. Calabresa!
- Ah, que delícia! Pode entrar, vai! Entra, vai! Entra, vai!

(Na sala do apartamento)
- Ué! Cadê a pizza?
- A pizza, eu não trouxe, mas a calabresa ta aqui, ó! (Serjão tira a roupa, um macacão de entregador de pizza.)
- Ah, que delícia! Pode entrar, vai! Entra, vai! Entra, vai! (Essa frase foi repetida, pois a atriz que escolhi a dedo (mais um trocadilho, aqui) não é muito boa em decorar textos, mas tem outras habilidades orais e cênicas, se é que vocês me entendem).

Segundo um amigo meu, e eu concordo plenamente, a melhor trilogia da história não é “Guerra nas Estrelas”, nem “O senhor dos anéis” (que aliás, tem boas versões pra macho como “Oh, senhor, meu anel!” e “O senhor dos anais”), nem Matrix. A melhor trilogia é “Garotas Selvagens”, pois é a única série de filmes que consegue o equilíbrio perfeito entre mulheres gostosas e violência na medida certa. É claro que tem uma porra de uma trama de suspense que atrapalha um pouco o sexo e a porradaria, mas nada é perfeito nesse mundo, né não? Quer dizer, quase nada. Pois “Tropas Estelares”, se não for perfeito, chega perto. Já a Denise Richards, eu não sei. Mas acho que vou arrastá-la lá pra casa pelos cabelos, aí tiro a prova!

2 Comentários para “Tropas Estelares: Um Longa Pra Macho!

Parece que está todo mundo se esquivando de comentar. Porque não sei. Mas o texto não tem nada demais. Um riso aqui, outro acolá e nada demais. Se a jogada foi escrever o texto como o personagem Bibelô, de Angeli, vê o mundo, ponto pro texto. Mas é só isso mesmo.

waldenor comentou em 20/8/2007 às 3:43 pm

o texto é muito bom.. o humor está muito bom… só encontrei uma contradição no final… a frase: “segundo um amigo meu…”

macho que é macho não tem amigo… especialmente com essa possessividade.. “MEU”… tem camarada… no minimo… um conhecido…. mas muito bom… muito bom..

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