Reportando

Anderson Foca e a difícil equação entre dois grandes festivais

Por Equipe Disruptores - 27/04/2008

Não convide Anderson Foca e Jomardo Jomas para a mesma reunião da Abrafin. Na verdade, pelo menos nos próximos meses, não os convide para o mesmo espaço. Na entrevista que você confere logo abaixo fica claro que a relação entre os dois principais festivais de música independente do Estado – que já não era das melhores há algum tempo – piorou depois que a organização do MADA anunciou que o festival se realizará no mês de agosto próximo. A “novidade”, no entanto, obrigou Anderson Foca e a organização do Festival DoSol a buscarem uma nova data às pressas para o evento.

Na conversa, registrada antes da reunião que a Abrafin promoveu com os produtores afiliados da região nordeste durante o Abril Pro Rock 2008, Foca, além de comentar a metamorfose do DoSol Rock Bar em Centro Cultural, revelou também qual será o futuro do Festival DoSol, as parcerias para sua realização e uma “dica” de quando potencialmente ele acontecerá. Rusgas e humores à flor da pele, o fato é que os organizadores dos dois eventos terão uma equação complexa pela frente.

Alexandre Honório: Com a mudança de data do MADA pra o mês de agosto, como é fica o calendário do Festival DoSol este ano?

Anderson Foca: Cara, o processo de produção de um festival como o nosso começa assim que termina o último show. O festival termina no domingo, na segunda de manhã você já está pensando no que vai fazer no ano que vem. Então, a data foi definida no [festival] Goiânia Noise do ano passado, quando houve uma reunião da Abrafin para definir o calendário dos festivais. Nessa reunião é importante que você leve seu calendário esquematizado e tal. E eu cheguei com a minha data – que era na primeira semana de agosto – já em dúvida porque o MADA havia anunciado que faria o festival na primeira semana de setembro. Eu achei que dois festivais com um mês de diferença numa cidade com uma semelhança de pelo menos de 60% de público e bandas e mais uma série de fatores, como a imprensa que possivelmente não viria aos dois festivais de um mês para o outro, era demais. Então, a gente baixou duas semanas para ficar com uma diferença de 45 dias entre um e outro. Só que o MADA foi convidado para esta reunião da Abrafin, recebeu passagem e tudo, mas não apareceu. E na reunião fechou as datas do Boombahia, Ponto CE e o DoSol entre os dias 11 e 13 de agosto. E ainda ficou o VirtueMusica, de Recife, e o Aumenta que é rock, de João Pessoa, que não são filiados a Abrafin, mas foram fechados nesta mesma data para auxiliar na feitura desta “perna” de festivais que a gente tem aqui no Nordeste. E aí, pra nossa surpresa, no começo do ano o MADA anuncia que vai fazer o festival no início de agosto, quebrando o que eles haviam dito antes na imprensa e quebrando um preceito básico da Abrafin que é não misturar as datas dos festivais, para gente ter um circuito. Que adianta trinta festivais da Abrafin acontecerem em dezembro, por exemplo? Isso não faz sentido. Essa foi uma atitude unilateral e escrota do MADA. Eles não avisaram a Abrafin nem a ninguém.

Honório: Isso não seria o caso da Abrafin punir o festival de alguma forma? Eles não têm poder para chegar pro MADA e dizer “Amigo, sua data é essa” e pronto? Ou, pelo menos, forçar os caras a respeitar as datas dos outros festivais?

Foca: É complicado por que estamos tratando de festivais de música independente, que teoricamente são feitos por pessoas esclarecidas. Então, a gente acha que esse tipo de policiamento não é necessário. É muito ruim você ter que usar desse tipo de artifício para ter que fazer cumprir um negócio que está acordado no instituto da associação. Existe alguma punição para quem não paga mensalidade, mas nesse caso não há nada específico. Acredito que é um problema a ser resolvido na conversa e pela própria associação. Eu sou associado, mas no meu caso achei uma escrotagem pessoal. Nós temos uma cidade pequena, dividimos o mesmo público, os mesmos cadernos culturais, etc. Por isso, foi uma decisão escrota.

Honório: O Festival DoSol tem liberdade pra ser realizado na data em que quiser?

Foca: A coisa mais correta é respeitar o calendário da Abrafin. Nós vamos mudar a data por causa de um patrocinador. Mas, vamos mudar a data dentro do esquema da associação. Não pode simplesmente chegar e dizer “Vou fazer tal dia e quem quiser que se foda”.

Hugo Morais: Você mencionou este circuito nordestino da Abrafin. Normalmente, os festivais que participam destes circuitos regionais costumam se unir pra trazer as mesmas bandas e, assim, dividir e minimizar os custos. Sem esta cooperação, como no caso do DoSol mudar de data, esses eventos seriam viáveis?

Foca: Olha, o Ponto CE ficou desesperado quando a gente saiu da data que estava combinada. Eles ficaram sem ter o que fazer. O Ponto CE não existe sem o Festival DoSol. Quando eu comecei a fazer o festival do jeito que ele existe hoje, em 2005, a gente mandou umas bandas pro Ponto CE – que na época se chamava Empire Fest -, que foram praticamente de graça. Na época, eu tinha um patrocínio do Banco do Brasil que viabilizou as coisas. Foi uma maneira de fortalecer os dois festivais e a partir daí começamos a dividir a programação, nós, o Ponto CE e o Aumenta que é Rock (PB). É pra viabilizar os custos de vinda das bandas? É, porque não somos um festival de grande porte, somos de médio porte. E dividindo três bandas em cidades próximas cai o custo em cerca de 30% para cada cidade. É altamente necessário que isso aconteça. Primeiro, para que a gente possa dar circuito às bandas que vão tocar pelo Nordeste; segundo, por causa dessa questão dos custos.

Honório: Você já chegou a contatar esses outros festivais do circuito nordestino que também foram prejudicados pelas novas datas do MADA?

Foca: Te garanto que nenhum deles gostou da ação dos caras. Numa associação tem que haver um mínimo de cooperativismo entre os associados. Agora, obrigar ele a sair da data ou ameaçar de punição eu não posso. Isso é uma coisa de polícia que não combina com rock, sinceramente. Quer dizer, se o MADA não me respeita, por que eu tenho que respeitá-lo? Mas eu não pretendo ir ao MADA com a minha banca

Alexis Peixoto: E o selo?

Foca: O selo também não vai!

Hugo: E você já articulou isso com as bandas?

Foca: O selo e as bandas são cooperados. Eu não tenho contrato com nenhuma banda. Se eu tivesse, eles não iam. Mas também não posso pedir às bandas que paguem esse preço, porque o MADA é um festival ducaralho e é bom que ele aconteça. Mas ele precisa ter respeito com a cena local, o que não está acontecendo. No começo, quando o MADA não tinha dinheiro e todo mundo gastava dinheiro e gasolina pra tocar, era lindo. Depois que conseguiu patrocínio parece que esqueceram de como a coisa foi criada. Teve ano em que rolaram seis ou sete bandas locais. Ele vai na Lei [de incentivo a Cultura] e diz que o festival é pra cena local, só que não é. O festival pode ser pra cidade, mas pra cena local não.

Alexis: Mas o que é a cena local hoje em dia? Me lembro que há uns dois anos atrás havia uma boa quantidade de bandas aparecendo e chamando atenção na cidade e ultimamente não tenho visto isso se repetir.

Foca: Cara, eu discordo. Vou te dizer algumas bandas muito boas que gravaram lá no estúdio [DoSol] nos últimos meses e que são bem diferentes em suas propostas: Barbiekill, Fewell, Domben, Brand New Hate, Ak-47… E tem mais, tem muito mais.

Honório: E outra: aquelas bandas locais que já têm mais de dois anos de atividade e que até já tocaram em festivais de outros estados praticamente sumiram. A produção dos caras estagnou, não conseguiram manter a visibilidade.

Foca: Tem um exemplo que eu uso muito quando vou falar com a molecada que é o seguinte: você larga o rock quando você arruma uma namorada bonita ou um emprego sério. E quando eu digo “largar o rock”, quer dizer deixar de fazer as coisas, de participar. A banda do cara acaba e ele não faz outra, se tem um estúdio de ensaio que começa a rarear, o cara vende os equipamentos; o cara faz show e de repente acha que não tem mais que fazer… Deixa de empreender as coisas, sabe? Então, eu acho que a renovação que a gente tem hoje não é a mesma de dez anos atrás. As coisas hoje são mais rápidas, são mais sazonais. Os caras com quem trabalho hoje não são os mesmos com quem eu trabalhava há dez anos atrás.

Honório: Mas isso também não tem relação com a redução dos espaços da cidade?

Foca: Não, não acho que tenha a ver. Acho que tem a ver com a velocidade com que as coisas acontecem hoje. Cara, o Barbiekill tem quanto tempo, menos de um ano? E já estão no Abril Pro Rock. Desde 97 eu tento tocar lá e não consigo…

Alexis: Mas isso aí também pode ser visto como um reflexo dessa estagnação…

Hugo: Pouco antes de fechar a escalação, o Paulo André estava dizendo que estava difícil conseguir bandas para tocar no APR que não tivessem se apresentado de graça entre Dezembro e Fevereiro em Recife. Ou seja, não havia grandes nomes no cenário nacional pra compor o festival.

Foca: É, eu concordo. Não tem grande nome nenhum, levando público nenhum. O show do Capital Inicial aqui em Natal, por exemplo, deu menos de mil pessoas.

Todos os demais: Mas isso é ótimo!

Foca: Não, tô só dando um exemplo. O show da Pitty, no Estação Ribeira, deu só mil pagantes…

Todos os demais: Melhor ainda!

Foca: O show do Cachorro Grande no Festival DoSol, deu mil e poucos pagantes. Isso significa dizer que o artista grande hoje é o artista que leva mil pessoas pro show. Por isso que a Móveis Coloniais de Acaju é uma das maiores bandas do Brasil hoje. Porque toca e leva mil pessoas pro show. Do mesmo jeito que Pitty, Cachorro Grande… Essa é a nossa realidade regional. Voltando àquela questão da cena local, as coisas estão acontecendo de forma muito diferente, muito mais rápida. E eu acho que as bandas que nascem hoje, nascem muito melhores do que há dez anos atrás. Hoje, os caras conhecem equipamentos, querem nascer fazendo som. E tem banda fazendo isso. Mas a gente nunca deve esquecer que Natal é uma cidade minúscula dentro do Nordeste. Na minha opinião, a cidade tem a sorte de contar com produtores muito bons que geram uma energia maior do que a cidade comporta. Se o DoSol Rockbar fosse em uma cidade como Recife, eu digo a você que teríamos muito mais punch. Nós estaríamos tentando levar artistas pra Europa, e não se matando para que os caras tocassem em estados vizinhos.

Hugo: É um pouco contraditório isso, mas você não acha que o excesso de informação e essas outras facilidades que estão aí acabam fazendo com que as bandas se tornem mais relaxadas? Porque essa é a reclamação de Alexandre Alves, da Solaris e Vlamir, da Mudernage. Os dois pararam porque diziam que trabalham sozinhos e as bandas não faziam nada, já queriam encontrar tudo pronto.

Foca: Existe uma diferença aí, que eu já expliquei algumas vezes e vou explicar de novo. Alexandre Alves é professor, Vlamir é aposentado da Petrobrás. Eu tenho trampo com o rock e só. Se o rock não der dinheiro, se a molecada não gravar no estúdio e se ninguém for ao show, eu fico com fome. Alexandre e Vlamir, não. Claro que para eles os selos não eram um hobby, mas era um papel social e cultural que eles faziam. Para mim é tudo isso, além de ser minha fonte de renda.

Honório: Tudo bem, os caras tinham essas fontes de renda que você citou, mas revertiam nos selos, nos estúdios…

Foca: Lógico! O que eu estou querendo dizer é que, como eles têm opção e eu não, eu tô aqui fazendo as coisas. Às vezes cansado, às vezes pensando em desistir, como no Festival DoSol do ano passado, que me quebrou economicamente, mas valeu a pena. O que acontece é que os selos mudaram, não são mais como antes. Eu percebi isso e estou aqui. O DoSol nunca foi um selo que lançou bandas e que botou disco na loja pra vender e mandava mailing, pra fazer marketing. Eu não. Eu faço show de lançamento, faço o cartaz, se a banda grava um clipe sou eu que faço, se a banda grava no estúdio, o dinheiro fica com o selo. Eu tive a percepção de que só uma atividade não seria suficiente pra gente ficar em pé, que eu precisaria ter controle sobre todo o processo de produção. O caminho é esse. Eu acho que Alexandre Alves deu a contribuição dele, né? Ele estava fazendo isso há dez anos, em 97 ele lançou a demo da minha banda. E agora está voltando com o Automatics, o que me deixou muito feliz. E Vlamir nem se fala, já deu uma puta contribuição. E, na verdade, o Vlamir não parou de atuar. Ele só mudou um pouco o foco.

Hugo: Há pouco tempo o DoSol virou Centro Cultural DoSol RockBar. Quais são as ações culturais previstas com essa mudança?

Foca: Estou com uma carta na lei municipal de incentivo a cultura pra tentar um patrocínio que viabilize que o DoSol fique aberto de dia. Uma casa dessas, num lugar do caralho, fechada o dia todo… É uma afronta. Isso podia ser um projeto de inclusão digital, uma escola de música gratuita, podia ser tanta coisa. Mas, infelizmente, não tem como fazer isso tirando do bolso. Não tenho condições de pagar um professor pra vir dar essas aulas. Então, estamos tentando conseguir o patrocínio para que vire um centro cultural mesmo. O lance em mudar o nome para Centro Cultural DoSol RockBar é pra indicar que nós somos um ponto que propaga música de vanguarda, que é a nova cara da música brasileira. De Vanguart à Torture Squad, tudo passa por lá.

Honório: Pra finalizar, vamos ao que interessa: afinal, como é que vão ficar as novas datas do Festival DoSol? Já falamos sobre esse entrevero com o MADA, DoSol, Abrafin mas ainda não falamos a respeito da nova data.

Foca: Depois da reunião da Abrafin no Goiânia Noise e desse problema todo da data, a gente foi incluído no edital Oi Futuro, que eu acho que é um dos mais difíceis de entrar. Junto com a gente tem o festival Eletrônica, de Minas e o Indie Brasil, no Rio de Janeiro. Esses são os três festivais de rock do Oi Futuro, e nós ficamos muito lisonjeados de estar neste edital. Nós tivemos uma reunião com o pessoal da Oi no mês passado e decidimos que o repasse deles demora. Só que a produção executiva do festival tem que acontecer uns dois meses antes, por conta de passagens das bandas, aluguel de espaço, etc. Então, fizemos uma reunião com a Oi e decidimos que não vamos lançar o festival até recebermos o repasse. O prazo máximo é de dois meses pra eles pagarem. Então, nós vamos adiar o festival bem pra longe, pra outubro ou novembro.

Alexis: Essa vai ser a vingança do DoSol?

Foca: Não, não é a vingança do DoSol, cara. É só que a gente tem uma oportunidade de fazer uma parada massa e não vamos fazer de qualquer jeito. Na minha cabeça, essa idéia da nova data do festival já está cristalizada, por uma série de coisas.

Honório: E o Ponto CE vai acompanhar essa mudança de data?

Foca: Não sei, ainda não falamos com ele. Tudo vai ser definido dentro de uma sala, com quarenta pessoas, na reunião anual da Abrafin, em Recife, durante o Abril Pro Rock.

Créditos Imagens: Kênia Castro

54 Comentários para “Anderson Foca e a difícil equação entre dois grandes festivais

Fala galera,

Só umas coisas: o nome do festival é Boombahia e Ponto CE (e não Ponte). O Aumenta que é Rock é da Paraiba e não da Bahia

:)

Só para deixar claro. Pode me chamar na mesma mesa com jomardo, não tenho nada contra ele, nem contra ana lira nem ninguém.

O fato de eu discordar de algumas coisas que ele faz, não me torna inimigo dele.

No momento cada um faz o seu e bola para frente…

gabriel comentou em 28/4/2008 às 11:13 am

Ótima entrevista. A equipe toda merece um doce, e o Foca também, apesar do comentário tipo “xi-rapaz-peguei-pesado-e-agora-vou-ser-diplomático” aí de cima.

foca comentou em 28/4/2008 às 1:22 pm

gabriel eu não peguei pesado,apenas respondi o que me perguntaram com sinceridade! :)

Diplomacia é bom, guerra é péssimo…

Ana Morena comentou em 28/4/2008 às 1:42 pm

As fotos ficaram ótimas, hein? Anderson ficou um gatão!!! Aliás, ficou não, né? Ele é! :D

Quem tirou as fotos?

Acredito mesmo que o Anderson nao tenha nada contra o Jomardo, afinal, o produtor do mada é seu mentor. Se fosse assim seria o caso do criatura se voltar contra seu criador…

Thiago comentou em 28/4/2008 às 4:36 pm

“…teve ano em que rolaram seis ou sete bandas locais. Ele vai na Lei [de incentivo a Cultura] e diz que o festival é pra cena local, só que não é. O festival pode ser pra cidade, mas pra cena local não”.

ninguém faz festival para cena local. business is business

esse barraco aqui ta melhor
Rock Potiguar – entrevista com Alexandre Alves (Automatics)

Max comentou em 29/4/2008 às 3:48 am

O Festival do Sol e seu realizador são crias do Mada. Aliás, o Foca sempre aproveitou a vinda de bandas e produtores ao festival para articular seu evento. Uma coisa é vc não concordar com a formatação do concorrente, a outra é sair fazendo chacota de um evento que ajudou a por Natal, esse fim de mundo, no mapa dos grandes eventos.

amigo,primeiro você precisa rever a definição de chacota,depois discordo dessa localização de natal no mapa de grandes eventos,só quem fez isso foi o carnatal.

As fotos são de Kênia Castro, mas o crédito mesmo por Foca ter saído “bonitão” é do Photoshop!!!!!

André comentou em 29/4/2008 às 9:24 am

e muito facil criticar… se um dia o festival do foca chegar a ser um mada que eu espero que chegue, ele tbm vai passar por isso. e qdo chegar esse dia ele vai entender. ate entao so nos resta ter que ler materias assim. um ano tem 365 dias (366 no caso de 2008). ngm quer a caveira de ngm. Sera!?

Omi, eu li, entendi, to ligada que é osso e tudo mais.

Por mim o Festival DoSol é mais irado justamente por ser “menor”, a gente ficar no pé do palco, cara a cara com os caras, sem ser um preço exorbitante e ali, na Ribeira, mô limpeza, sem ter extorsão que rola no Imirá.

Eu só peço o Mukeka e Zumbis do Espaço (=P) seja a data que for.

Boa sorte, cabrones!

foca comentou em 29/4/2008 às 4:05 pm

Se vcs lerem direitinho o texto vão entender algumas coisas:

1) Jamais fiz chacota de nada. Como nessa cidade é proibido discordar (eu memso já fui assim) fica parecendo que é ´nos contra eles quando na verdade é exatamente o contrário; Eu quero que o MADA sirva bem a música local e dê muito lucro! Isso é o ideal…

2) Eu não sou cria do MADA, eu AJUDEI A CONSTRUI-LO – assim como muitos outros caras que infelizmente já não estão mais no rock para contar a história. Também não sou reclamista de plantão. Quando eu percebi que o MADA já não servia aos propósitos das bandas que eu divulgava ou trabalhava fiz o meu próprio rock.

3) O amigo que disse que o Festival DoSol é só business tá de brincadeira né? Se fosse só business eu jamais teria feito o rock em 2007 sem nenhum real. Nosso preju (e nossa moral para falar) aumentaram bastante depois disso.

vamo que vamo!

NemuelNabuco comentou em 29/4/2008 às 4:45 pm

Meu Unico lamento eh que vai demorar pra Kralho :(

mais chega… espero que o Claustrofobia não deixe de vim !!!

Carlos comentou em 29/4/2008 às 6:46 pm

Foca ,voce faria outra ediçao sem nenhum patrocinio,sabendo que poderia levar outro prejuizo? Essa e minha pergunta…

Thiago comentou em 29/4/2008 às 6:57 pm

business is business

todo ele tem seu risco

do you know?

nao to criticando nao

foca comentou em 30/4/2008 às 5:56 am

concordo com o tiago, todo business tem seu risco, a gente trabalha para ficar ganhar dimdim, contanto que o nosso trampo também sirva de plataforma pro rock local, smepre foi assim e sempre vai ser. Tem dez anos que faço a mesmíssima coisa!

Quando a gente botou o festvial na rua sem patro já sabíamos matematicamente que ia dar prejuizo, então não foi risco, foi calculado, já sabíamos que íamos perder. Acho que os próprios disruptores, que acompanhou o processo de perto é testemunha disso.

O festvial dosol vai acontecer sempre, com ou sem patrocínio, agora ele vai ser sempre do tamanho que a cidade merece. Significa dizer que um rock com cinco bandas no final de semana pode ser o festival dosol se a cidade (e o público e os patrocinadores) assim quiserem…

DoSol » Blog Archive » ROCK POTIGUAR: ENTREVISTA DE FOCA NOS DISRUPTORES comentou em 30/4/2008 às 6:14 am

[...] Foca fala sobre as mudanças de data do Festival Dosol, cena local, rocks, ações e mais um monte de coisas em entrevista bacanuda pro site Disruptores. Para lê-la basta clicar aqui [...]

Guga comentou em 30/4/2008 às 7:08 am

“ninguém faz festival para cena local. business is business”

Ningém faz um evento sabendo que vai dar prejuízo, só para ‘enrriquecer’ a cena local.

Mas, o business is business não dá o direito para o Jomardo descrumprir um acordo.

“infelizmente já não estão mais no rock”
“fiz o meu próprio rock”
“teria feito o rock em 2007″

“rock” é tipo uma panela de barro?

foca comentou em 30/4/2008 às 2:53 pm

eu naum fiz evento para enriquecer a cena local man, fiz o rock porque eu precisava fazer e porque sabia que poderia ter resultados futuros com ele.

Foi um investimento pesado de ser feito mas muito preveitoso. Dinheiro é legal de ganhar, principalmente quando vc faz que gosta em qualquer área. Esse é o nosso caso. Se vc acha mesmo que tô no rock por causa de dinheiro não deve conhecer nossa realidade de perto.

Marquinhos comentou em 30/4/2008 às 6:59 pm

se os dois fossem cabras machos mesmo fariam os dois festivais no mesmo dia, dai eu queria ver

Caio Graco comentou em 30/4/2008 às 7:03 pm

A diferença é que vc fez seu festival olhando pro Mada. Isso é óbvio. Aí agora vem e diz “não serve pros meus propósitos”. E ano passado, quando suas bandas tocaram, ele ainda servia pros seus propósitos ? Não serve de agora em diante ? Mas, admiro sua evolução. Afinal de contas vc passou de comissário do Bicho Papão a “todo poderoso” do rock potiguar. Pense um homem eclético …

Excelente a entrevista, estão de parabéns. É bom ver que tem gente interessada em fazer jornalismo cultural de qualidade aqui em Natal.

juliana dantas comentou em 30/4/2008 às 8:54 pm

Foca, por esses e outros motivos que sou tua fã!

Max comentou em 1/5/2008 às 3:27 pm

Rapaz, queria entender uma coisa…essa associação de produtores a tal abrafin (é esse o nome?) é o ovo de colombo e nasceu primeiro que a galinha? ou foi o contrário? pra mim esses festivais já são frágeis do ponto de vista de investimento, por que precisam de aparte financeiro das instituições públicas para poder se manter. Porém, o paradoxo é que são os únicos eventos que promovem o trânsito de música nova pelo Brasil. Deveriam ter mais apoio né.
Vai ver que não tem por que em vez de se unirem, brigam feito donas de casas desesperadas. Festival é legal, e quanto mais melhor, sobretudo se cada um tiver seu perfil. Eu vejo muitos artistas, bandas, etc saírem desses festivais com um certo destaque e serem convidados para aqueles eventos grandes onde os realizadores sim, ganham grana preta, e misturam rock com axé. Ou seja, festival independente passou a ter importância de fomentar esse trânsito e de “revelar” (palavra batida) artistas.
Então, essa briga aí por que um discumpriu o acordo, etc e tal bla bla blá não é conversa pra boi dormir? Pra fazer polêmica, chuvisco. Quanto mais eventos dessa natureza melhor. Mesmo que termine um e comece o outro…
No caso do festival Mada, o evento passou 9 anos debaixo de chuva, e vai ser “punido” por que o cara lá quis se livrar dela? Imagina se o seu evento acontecesse no dia daquela chuva que deixou natal debaixo d’água.
Eu me lembro que em maio do ano passado o cara já havia anunciado a mudança. E o Festival do Sol, agora com patrocínio da Oi, também usa a lei de incentivo né Foca, e ela é boa por que lhe permite crescer. Vc quer crescer não é? mas como vc disse “está comprometido com a cena local”. Realmente. A cena local existe?
Pra mim, cena mesmo foi o Manguebit, de resto é folclore. Acabou chorare meu filho. Então vcs deviam era discutir formas de fortalecer esses eventos, cara, senão vão todos pro mesmo lugar. Questões de público, divulgação e investimento são muito mais relevantes. Essa é minha opinião e ninguém precisa concordar com ela ok.
De resto, as estrelas dessa entrevista foram os repórteres. Gostei deles.

Felipe O Mala comentou em 2/5/2008 às 4:53 am

Cena local ??? Quis existir, talvez tenha existido… em 1998. Só que o próprio Foca não acreditou na banda dele, o Ravengar, que diga-se de passagem, tinha muito potencial, hj ele estaria colhendo os louros. Mas ele preferiu ficar com o Officina, fazer som pop/brega para agradar playboys e mauricinhos, o que o Uskaravelhos faz hj. Bem feito!

Ana Morena comentou em 2/5/2008 às 6:42 am

Eu queria dizer aqui apenas o seguinte:

1. O Dosol e o Mada são eventos no mesmo segmento mas com estéticas completamente diferentes. Fizemos o DoSol olhando pro Mada sim, olhando o que faríamos diferente do que estava sendo feito ali. Eu vou no Mada e me divirto, mas não é o tipo de evento que quero fazer. Jamais. Quem me conhece sabe como detesto o mainstream.

2.Estamos trabalhando para fazer o Festival, o bar, o estúdio e o diabo dar dinheiro e nos manter apenas com isso, ainda não conseguimos, mas um dia chegaremos lá! O objetivo principal não é esse, mas ele está dentro dos objetivos específicos. :D

3. Foca já foi comissário do Bicho papão, assim como jomardo é irmão e foi empresário dos cara do alforria, que TOCARAM no carnatal, assim como eu já gostei do new kids on the block, qual o problema com isso?!?!? que comentário mais preconceituoso e idiota!

4.O DoSol vai acontecer bonito, em novembro nos mesmo moldes de 2007, vai ser foda. O Mada vai contecer em Agosto, sem chuva, o que me deixa feliz, se fosse fora da nossa data, eu ficava mais feliz ainda! Mas é aquela, né? Cada um cada um.

esse assunto na verdade já tá velho…

foca comentou em 2/5/2008 às 10:20 am

eu não gostava do ravengar, tinha que cantar gritando e não tinha dom para isso…

bons tempos de comissário do bicho papão, fiz muitos amigos lá e aprendi um monte de coisas. Só pregos se envergonham do passado, me orgulho do meu em qualquer período…

“Minhas” bandas não tocam no Mada há quatro. Mas nesse mesmo tempo toquei no Brasil inteiro, no goiania noise, abril pro rock , porão do rock…

Sei lá, juro que tem uns comentários aqui de pessoas que traduzem o texto (as letras e as frases) na cabeça mas não conseguem entende-los. É sério o problema educacional no Brasil, heheheh :)

foca – que teve seu primeiro vinil há uns 22 anos (iron maiden – live after death que acabou de sair em dvd)

Marcelo Morais comentou em 2/5/2008 às 12:01 pm

É um privilégio Natal contar com dois eventos desse tipo. João Pessoa que está musicalmente a anos-luz daqui, não tem. Não sei o porquê da mudança de data do MADA, que a principio não me parece sensata, mas nesse caso, é sempre importante escutar o outro lado, saber por que jogá-la justamente na época do DoSol. Não vejo nada tão polêmico nisso, pra que tanto barulho, talvez seja uma questão de interesses mesmo. Alguém já perguntou para Jomardo?

Parabéns para Foca e para Jomardo, que investem num estilo musical que não está no DNA no natalense (que adora falar mal de tudo), ainda mais com tanta banda fraca na praça (ops). Acredito que mais do que revelar bandas, os festivais tem mais o papel de entretenimento mesmo (sejam com bandas grandes ou bandas pequenas), embora aqui, acolá revelem alguma coisa interessante.

Eu só não compreendi até hoje o que diabo é “cena local”?

Queria poder defender o Anderson e o festival do Sol, mas fica parecendo que ele sofre de uma certa mania de perseguição,até quando é atacado ou criticado ele só se defende usando o nome do MADA.
Nuca vemos Jomardo,falando mal ou querendo denegrir a imagem do Anderson.
gostaria de lembrar para o Anderson,que quem tem competência se estabelece…

Caio Graco comentou em 2/5/2008 às 2:40 pm

Concordo com o Gustavo que postou essa última aí. Conheço Jomardo desde a época que trabalhava na Câmara Municipal – embora sem ter amizade nem frequentar sua casa – e nunca vi entrevista na imprensa dele atacando Anderson Foca. Nem falando toda a hora em Dosol. Parece a torcida do América, que se preocupa mais com a vida do ABC que outra coisa. Quanto a Ana Morena, ter gostado de New Kids On The Block explica um pouco do seu gosto musical. Detesta Mainstream ? Então tá, vou acreditar. Pensei que fosse o sonho da banda Officina com suas baladas românticas e adolescentes …

Max comentou em 2/5/2008 às 2:45 pm

Ué, então o que Móveis Coloniais, Cachorro Grande e Popsonics foram fazer ano passado no Dosol? Ei gente, não precisa responder tudo, afinal isso aqui é só um debate de opiniões de nível, pra isso existe o moderador. Relaxem.

foca comentou em 2/5/2008 às 3:22 pm

eheheh, isso aqui virou um 8, não vai a lugar nenhum. Eu não ataquei ninguém, só disse o que penso a respeito de outro festvial, e só disse quando perguntado ou vcs esqueceram que isso aqui é um blog que fala de cultura em geral?

abraço a geral, aos fakes e a reca em geral! Até outra hora porque aqui nos comentários (com algumas exceções sempre sensatas) o nível tá bem baixo…

Marcio comentou em 2/5/2008 às 8:36 pm

Nossa.O cara faz um bocado pelo rock, pelo som, pela música local.Deixem de ser chatos!rsrs.
O natalense(exceções realmente existem) adoram falar mal de tudo, criar aversão a quase tudo e ter a cara-de-pau de exigir que o cara seja concebido com opiniões já formadas de berço.Faça o favor.Ouvia os Strokes há 4 anos e não ouço mais, e daí?!Parem de reclamar e se movam!

Caio Graco comentou em 2/5/2008 às 9:00 pm

Bem, já que vc diz que o nível do debate está baixo, quem sou eu para criticá-lo ? Obrigado pela sua atenção.

Alex comentou em 3/5/2008 às 6:04 am

Essa onda dos comentários tá parecendo as colunas da Digizap!

foca, vc é o cara! acompanho de longe a pequenez da maioria e a grandeza da minoria. vc está no segundo grupo. e vamo que é rock!!!!

Max comentou em 4/5/2008 às 8:02 am

No meu caso eu só fiz discordar de algumas opiniões ditas como se fossem verdades absolutas. Por que essa é a mania do natalense médio em geral. Ele fala do vizinho pra que este perca pontos com o outro, mesmo que ele não ganhe nada com isso. Essa é a sina que a maioria “carrega”, como diria Cascudo, “Natal não consagra nem desconsagra ninguém”.
O Foca está no mercado fazendo seu trabalho de produtor, dono de bar e selo, está sim – dizem que é um cara organizado e faz seu marketing muito bem, pontos pra ele – mas não é o único. Tem muita gente que sabe fazer eventos-produção-estudio- articulação-escambau muito bem, incluindo ai o pessoal do Carnatal que ele sempre cita como exemplo de evento de grande porte nacional. Mas na entrevista acima ele fez colocações duvidosas, como se ele não fizesse parte (não tô a fim de citar por que o cara sabe) da mesma cena.
Foram essas colocações que eu questionei. Dai, a Sua esposa disse umas coisa do tipo “Olhamos para o mada sim, mas pra fazer diferente”…então eu citei alguns grupos que se apresentaram em ambos. Mas eu sei que vc não gosta de críticas, aliás vc adora malhar com algumas pessoas que discordam de voce. Mas isso é outra HISTÓRIA. Não me coloco na categoria “fake”.
Meu nome é esse mesmo que está ai, embora eu não precise lhe explicar nada, pois Natal tem qusse 1 milhão de habitantes e vc não precisa me conhecer pelo nome. Não frequento seu bar – prefiro ir no Buraco da Catita por que o som é melhor , mas já fui ao seu festival.
E, convenhamos, não é dos melhores: o público é mínimo (muto, mas muito menor daquele que vc divulga no seu portal), alterna bandas medianas com algumas horríveis e o som é de doer…Já dizia aquela personagem de A diarista: sou pobre mas sou limpinha.
Alternativo é isso? enfim, tenho dito, encerrando a minha participação neste e-zine. Vida longa aos sites de música (não diria de rock, por ele não é uma panela de barro ahahahahaha) mas aos que discutem música de uma maneira universal.

Denise comentou em 5/5/2008 às 5:38 am

.
Ô povo doído, meu Deus!

Foca, mermão, tu é foda e ponto! No teu caso, o ditado muda e vira “Quem te conhece, te compra!”. E é por isso que há a família DoSol toda orgulhosa de conhecer, participar e meter a cara pelo Festival e pelo “roooooooock”!

Só sabe quem tá lá e participa. Quem conhece a “cena local”, outros festivais Brasil afora e o movimento da Abrafim. Mas deixemos os outros e falemos por nós, que temos o reconhecimento de quem importa.

*Sentimentalista mode on*

*novos leitores atraídos pela entrevista, aproveitem e visitem os arquivos do E-zine sobre os Festivais, com prévias e coberturas.
;)

.

Acho que é preciso ampliar mais o Foca da questão. Sei que quem tá na chuva tem que se molhar, mas ele também tem direito de querer um lugar ao DoSol. Nem podemos resumir a situação tipo: é tudo ou Mada! Os 02 festivais são importantes para a cena local. Sim! Existe cena. Que nem sempre nos acena e nem sempre acenamos para ela. Porque aqui a grama melhor é sempre a do vizinho, enquanto que em Mossoró a caatinga melhor é a de lá mesmo. Em Natal falta bairrismo e sobra jogar areia. Não se constrói algo simplesmente jogando areia. Esse é um movimento em falso. É preciso algo mais sólido e menos solidão para o material virar construção. Construção sólida, como um sólido movimento. Porque cena é uma coisa, movimento é outra. Existe cena informal, espontânea. E faz tempo. Antes dos anos 90. Nos anos 80 também houve uma pequena grande cena de rock autoral local muito bonita e importante. Para a cena virar movimento como o mangue beat falta sairmos de algumas inércias e entrarmos em alguns entendimentos. Como por exemplo: Gosto não se discute. Qualidade sim. Enfim, aqui há gosto pra tudo – incluindo desgosto pra tudo. Coisas de qualidade e também sem qualidade. E tem que ter peito pra se fazer as coisas. E também respeito para não se criticar por esporte quem as faz. Mas sem perder a criticidade jamais. Falta espectador e sobra expectativa. A cidade cresceu – ou melhor: inchou. E às vezes encheu. O saco. Há quem prefira ficar só coçando. E que tudo mais vá pro inverno, porque o inferno são os oitos: entramos num aqui, nessa discussão com futuro. Há algo no ar além dos festivais de carreira. Há algo no ar além da carreira para os festivais…

Muito boa a entrevista.
Elucidativa e me deixou uma impressão muito clara: o rock vive uma crise. Grave. As maiores atrações do país não conseguirem juntar mais de 1000 pessoas. Isso não está certo.

suane comentou em 7/5/2008 às 11:41 am

bacana a entrevista =)
quem mora aqui em Natal sabe que o festival dosol (quase) nunca deixa a desejar ^^’

Rebeca comentou em 8/5/2008 às 6:51 am

Sem dúvidas o melhor comentário foi o de Carito.

Concordo em gênero,número e grau!

vai rolar o zumbis do espaço?

;]

Pitty perdeu o bebê. Ou seja, ela vem ao MADA. Nãããããão.

suzy comentou em 9/5/2008 às 9:32 am

Em qualquer profissão nessa vida, o bom profissional é regido pela ética de suas palavras. Criticar é um direito quando se é forçado a isso, e vimos que o entrevistado tinha esse estímulo, mas faltar com respeito é outra bem diferente. Lendo toda a entrevista, percebi que faltou ética e elegância da parte dele ao seu colega de profissão, em alguns trechos da entrevista.

Lu comentou em 10/5/2008 às 5:08 am

Eu sempre tenho que me meter quando leio uma dscussão na net. Vício que precisa ser tratado. Mas, não goste de opinar nessas de cultura local, porque parece que a pessoa vai te pegar na esquina (ou no bar) depois.
Mas, vamos lá: o rock não vive crise nenhuma. É quebra de paradigma. Atualmente, em qualquer segmento cultural, a oferta é ampla e ninguém precisa ficar a mercê dos gostos de produtores e empresários e seguirmos, todos, banda A ou B. Qualquer passadinha no myspace deixa claro que existe muito mais talento por aí que Capital Inicial ou Pitty.
Concordo com o entrevistado (para demonstrar a distância que realmente tenho) quando diz que fica difícil fazer negócios sem acordos entre os concorrentes, seja de datas ou outro. Se ficarmos a espera de que todos os produtores locais trabalhem por amor a arte, sem pensar em lucro, ficamos nós sem arte. Se eu trabalho por dinheiro (pouco), mesmo amando o que faço, por que um produtor faria diferente? Mas esse negócio de ter sido promotor de Ricardo Chaves, é ruim de defender, viu…
Não gosto do bar dele, poucas vezes gostei das bandas que tocaram lá, não gosto da aparelhagem de som e nem do banheiro. Para mim, nos últimos anos, só existiu um bar bacana em Natal, com bandas, mas já fechou. Enfim, o que quero dizer é que mesmo não sendo o meu gosto, o produtor tem direito de fazer o negócio, tem direito, também, de pedir concorrência leal. Da nossa parte, só resta dizer se damos lucro ou não. No meu caso, com raríssimas execeções de eventos, não. Mas, ele tá no direito.

Thiago comentou em 10/5/2008 às 6:38 am

suzy falou que faltou ética e elegância ao entrevistado

jomardo teve isso quando mudou a data de seu festival?

Não sou amigo do Foca, nem do Jomardo.
Reconheço que o Festival DoSol é um esforço louvável. O MADA também é.
Sempre que pude, fui lá e prestigiei os dois.
Que os dois perdurem por décadas!
Essa cidade (província) não tem do que reclamar.
Só acho necessário dar mais atenção as bandas locais… ser “bairrista” não é feio não, meu povo! OS pernambucanos o são e muito nego aqui ainda puxa o saco deles!

Jp comentou em 22/5/2008 às 9:23 pm

pois é pois é

como disse suane, quem é daqui, é do rock daqui, sabe que o festival dosol é FODA ;)

sem mais comentarios sobre o mada, fui poucas vezes.

agora deixando essa rixa fest dosolxmada de lado, eu queria falar sobre a cena de natal, ou melhor, a “cena local”
ao contrario do que muitos acham, ela existe sim, a passos de tartaruga, mas existe. e é uma cena boa, ao contrario do que muita gente deve pensar. diversificada, nego acha aqui banda de metal ate brit-indie rock, hc de washington d.c anos 80 até essas novas tendencias atuais a la cansei de ser sexy, são poucas bandas, mas existem.
a questão é o publico mesmo daqui, que prefere muitas vezes pagar pau pro que é de fora a valorizar o que é daqui e muitas vezes ta em pe de igualdade com as bandas de outros estados.
galera que lança disco, faz clipe, tem fotolog e o escambau, mas quando tem show nao da 30 pessoas na casa.
o que falta mesmo é interresse do publico daqui, pelas bandas daqui ;)

Acho que quando alguem VIVE aquilo que se propoe a fazer, tem mais credibilidade por saber exatamente como as coisas realmente sao.

O comentario de carlito deixou tudo mais agradavel por aqui.

marcelo comentou em 17/7/2008 às 10:13 am

Sabe de uma coisa?
Os 2 festivais sao para vender as bandas d selos.
É tudo uma farsa.
E ninguém mais vai a festival para ver banda tocar. Pelo amor de deus, o povo vai pra cantar, dançar (em alguns casa bater noutra pessoa) e se drogar (lista de acordo com cada usuáio), além, é claro, do óbvio: festa existem para as pessoas pegar outra pessoa (hxh – hxm – hxm-x etc)
deixem de discutir musica. o brásil só tem produzido lixo. nem da pra comentar que nao aguentamos os nomes da bandas e suas mesmas músicas.
um povo que não tem o que mostrar, se vale do passado.

[...] e grupos mainstream. O tempo passou, mudanças vieram e iniciativas do produtor rocker-cultural Anderson Foca fez com que a cenário melhorasse e ampliasse. A partir daí surgiram novas e boas bandas, ainda [...]

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