Por Aristeu Araújo - 25/06/2007

Beto Brant parece estar se afastando paulatinamente do cinema policial ou mesmo de histórias com enredos articulados, dramáticos. Se em Crime Delicado, seu penúltimo filme, já se via isso claramente, neste Cão sem Dono ele chegou a lugares não antes navegados em seus quatro longas-metragnes anteriores. Ao lado de Renato Ciasca, co-diretor, Beto Brant apostou em um filme pequeno, discreto.
[+] Leia MaisPor Pablo Capistrano - 23/06/2007

Paris Hilton foi presa. Foi pega dirigindo embriagada, coisa que, nos Estados Unidos parece que dá cadeia. Depois de sair de um importante evento social, a moça dirigiu-se à prisão aonde iria passar algumas noites. A trajetória dela até o local de cumprimento da pena foi devidamente filmada e deve estar à disposição no Youtube. Seu advogado disse que ela iria aproveitar o tempo para pensar o que poderia fazer para transformar o mundo em um lugar melhor.
Mas… antes do fim do período de reclusão ela foi libertada, sob alegação que não havia se adaptado a cela. Especula-se que na verdade, a moça não teria se adaptado à questão que se propôs a responder: o que fazer para transformar o mundo em um lugar melhor?
[+] Leia MaisPor Tiago Lopes - 07/06/2007

A imagem que ilustra a capa do mais recente disco do Wilco diz muito sobre o que você irá ouvir: um bando de pássaros cobre quase que completamente a área da imagem, que mostra, no pouco espaço restante, uma única e solitária ave. O preto dos pássaros sobre o fundo branco refuta o significado imediato do título do disco, Sky Blue Sky, para deixar claro que o blue será uma sensação que irá lhe acompanhar, variando de intensidade, durante toda a audição do disco.
Abandonando toda a parafernália eletrônica que ajudou a fazer dois dos mais incensados discos da década – Yankee Hotel Foxtrot e A Ghost is Born – o Wilco fez o seu trabalho mais acessível até então, retomando a sonoridade folk rock de seus primeiros discos, calcada em Dylan, Neil Young e o que de melhor o gênero produziu no fim dos anos 60, para falar de maneira direta sobre situações-limite em um relacionamento.
[+] Leia MaisPor Carlos Gurgel - 04/06/2007

Tenho pelo sertão uma paixão incontida. O seu sol como luz que não se esgota, ilumina trincheiras e descobertas. Triunfos e comboio. Nessa esteira onde nascem ícones, mitos e personagens, a trilha que se escolhe é feita de suor e tesão. Tensão e romances.
Sim, a terra seca destampa a coragem que guardamos quando precisamos demonstrar o amor que sentimos pela terra onde nascemos.
Assim, ao redor de fogueiras e folias, foles e cachaças, se faz o imaginário de uma região única, rodeada de tulipas e túnicas.
A pele de quem nasce no sertão é protegida por camadas de heroísmos. Com a seca, parece que ficamos mais parecidos com os filhos de uma hospitalidade atávica, semelhante ao prazer que abre porteiras, constrói ilhas e que germina o aparecimento de uma lua que provoca pedaços de pecados.
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