Por Alexandre Honório - 29/03/2007

Então, sonhar. Esta é a resposta de Michel Gondry ao cotidiano: mergulhar no imaginário e dele colher as respostas para a realidade que nos furta sensações – que, na realidade, nos blinda contra elas. Gondry é velho conhecido dos cinéfilos. Companheiro de Spike Jonze (Quero Ser John Malkovich) e Charlie Kauffman (Adaptação), Gondry dirigiu o cultuado Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança – cujo roteiro foi escrito por Kauffman.
Brilho Eterno é considerado um dos longas mais impressionantes desta década. Nele, graças a técnica empregada por Gondry, observamos o resgate de uma maneira de fazer cinema que caira em desuso; uma espécie de “reexperimentação”, se assim podemos afirmar, do fazer cinematográfico arcaico. Mas, não é sobre Brilho Eterno que trataremos aqui, mas do novo longa de Gondry, A Ciência do Sono
[+] Leia MaisPor Carlos Fialho - 28/03/2007

Uma pelada no campinho do bairro. Tava todo mundo lá. O Lero-lero, o Brasilgás, o Múcio e todos os outros que não vou dizer o nome, pois a única função deles nessa história é fazer figuração e deixar claro que tínhamos dois times formados, incluindo dois bons goleiros. Agora, se eu fosse falar o nome de todo mundo, ia ficar chato, arrastado e ainda por cima poderia causar confusão por causa dos outros nomes que vou precisar citar para desenvolver a idéia do texto. Entenderam? Acho bom, pois detesto ficar dando explicação.
A gente só tem 9 anos. Quer dizer, menos o Lero-lero que é um ano mais velho e já está na quarta série. Ele se vale da experiência para jogar melhor. Já não corre tanto quanto nós, que somos visivelmente mais jovens, saudáveis e dispostos que ele, mas por ter muito mais vivência, ele conhece os atalhos do campo e demonstra toda a sua categoria adquirida em não-sei-nem-dizer-quanto-tempo de pelada.
[+] Leia MaisPor Alex de Souza - 27/03/2007

Em memória de Oaxaca e Bello Monte
A redescoberta da Proto-História vem estarrecendo a cada dia os estudiosos do Império Intergaláctico Humano. Sempre se imaginou que a primeira incursão daquela raça pelo Cosmos teria sido fruto de um fenomenal lance de sorte. A tentação de adquirir aquelas vastidões desabitadas, uma fonte perene de recursos naturais já indisponíveis no sistema solar original deles, parece ter motivado o estranho silêncio sobre aquele período, que só agora vem sendo quebrado.
Um estudo mais detalhado das técnicas colonizadoras, no entanto, trouxe à tona aspectos desconhecidos da Grande Conquista. Os primeiros passos foram o envio de sondas não-tripuladas a sistemas solares próximos. Elas eram responsáveis pela análise detalhada da atmosfera, para o caso de algum planeta vir a ser futuramente habitado, e também do solo, recolhendo amostras e utilizando emissores de ultra-som capazes de detectar diferentes minérios.
[+] Leia MaisPor Alexandre Honório - 21/03/2007

Muitos adoram Woody Allen por suas comédias; outros, pelos dramas que dirige; alguns detestam ambos os gêneros, preferindo suas experimentações cinematográficas. No entanto, seja em quaisquer terreno, a qualidade do trabalho de Allen se sobressai. Mesmo em filmes menores como Trapaceiros ou O Escorpião de Jade, seu talento é evidente. Por sua vez, com seus dois filmes mais recentes – Match Point e Scoop – temos muito da medida deste talento.
Escrevi sobre Match Point e sobre como este filme impressionante figurará durante muitos tempo dentro da filmografia de Allen e no imaginário de seus fãs – como Celebridades, para ficarmos em um exemplo da década passada.
[+] Leia MaisPor Alexandre Honório - 14/03/2007

Mark Steven Johnson. Guarde este nome na cabeça. Daqui a alguns anos, quando alguém analisar o flerte entre quadrinhos e cinema, o cidadão em questão será lembrado como o pior dentre os diretores/roteiristas que, em algum momento, decidiram transpor às telas personagens clássicos das HQs. Steven, além do recente O Motoqueiro Fantasma (sobre o qual trataremos em seguida), foi responsável por duas belas “bombas” do gênero: O Demolidor e Elektra, respectivamente como diretor/roteirista e roteirista, o “gênio da raça” conseguiu jogar na lata dois personagens que renderiam boas produções.
Agora, não bastasse o estrago que o fulano causou a dois dos meus personagens de HQs favoritos, larga a mão e manda mais um para o saco: O Motoqueiro Fantasma.
[+] Leia MaisPor Alexandre Honório - 07/03/2007

Akn’nar está sentado. Ao seu lado, como que observando-o, os restos de seu ato. Em seu bastão pesado alguns resquícios de sangue ainda escorriam: o último dos “peludos” caiu. À frente dele, à “grande bola brilhante” começa a se esconder: a escuridão se apresenta. Akn’nar é o líder de sua tribo. Durante meses percorreu com os seus as planícies que se anunciavam a sua frente. A “grande bola brilhante” e a escuridão revesavam-se pontuando sua caminhada.
Encontrou os “peludos” antes do amanhecer e preparou-se para surpreendê-los: ficou distante, esperou a escuridão chegar e, antes de partir para o enfrentamento, preparou o fogo e afiou seu bastão. Seus iguais continuavam à espreita dos “peludos”, aguardando o melhor momento e o sinal de Akn’nar.
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