Por Aristeu Araújo - 31/07/2007

Foram necessários dez anos para que cinco alunos (hoje ex-alunos) de cinema da Universidade Federal Fluminense (UFF) conseguissem realizar, finalizar e exibir o filme Conceição – Autor bom é autor morto. Com uma produção precária, os realizadores ousaram sonhar alto e produziram o que até então era visto como impensável. Conseguiram.
[+] Leia MaisPor Alexis Peixoto - 25/07/2007

Se João do Rio entrasse na recente onda dos escritos mediúnicos e resolvesse retornar para fazer uma edição expandida de seu Religiões do Brasil, teria que incluir uma forma de culto religioso provavelmente pouco comum em fins do século XIX e começo do XX. É tendência do brasileiro, descobriria o dândi carioca, endeusar seus artistas favoritos, sobretudo na música.
De Chico Buarque a Renato Russo, de Humberto Gessinger a Los Hermanos – tudo que eles tocam, fazem ou falam vira oração a ser copiada no perfil do orkut e decorada para ser recitada com as mãos pra cima, em meio a outros fanáticos no culto ecumênico em que as apresentações ao vivo se transformaram. Com o súbito “recesso por tempo indeterminado” dos Loser Manos (o último grande culto musical dos anos 00), os fiéis do setor de Comunicação Social ficaram a ver navios.
[+] Leia MaisPor Pablo Capistrano - 24/07/2007

Nelson Rodrigues foi um grande fazedor de frases. Uma das que eu mais gosto é “Se cada um conhecesse a intimidade sexual dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém”. Na época de Nelson o pudor sexual era um indicativo de um tipo muito particular de sentimento moral: a vergonha.
[+] Leia MaisPor Carlos Gurgel - 22/07/2007

Galhos de folhas. Folhas de galhos. Sertão. Aquecendo suor e saliva. Mãos e música. Boca e o tungstênio dos nossos passos. Caminhos. Lá dentro. E cá fora. Réstia de porta. Cancela que fermenta a fartura da seca pelos nossos olhos tão íngremes da paixão pelo seu pontilhão. Região de milhares de bocas com fome e fé.
[+] Leia MaisPor Alexandre Honório - 14/07/2007

Tudo bem, o homem é um insano completo; alguém capaz de reestruturar e destroçar mitologias em busca de algo realmente relevante. Grant Morrison é assim: anárquico, pungente e um iconoclasta em estado latente. Não bastasse ter criado a mais punk de todas as HQs já concebidas – Os Invisíveis, que, alguma entidade permita, será republicada pela Pixel Media em algum momento daqui até o fim dos tempos
[+] Leia MaisPor Alex de Souza - 10/07/2007

Neste fim de semana fui tomado por uma febre intensa. Por cinco horas ardi até que restassem pouco mais que cinzas. Tudo por causa dos pequenos milagres que só a santa internet poderia realizar.
Falo assim porque na tarde do sábado, assisti, numa leroada só, aos cinco episódios da microssérie A Pedra do Reino, exibida pela Rede Globo recentemente. Como na época da estréia estava viajando, acabei perdendo a chance de acompanhá-la. A façanha se deu pelo advento dos bit torrents (quem é do ramo virtual está careca de saber o que é) e pela generosidade do amigo Alexandre Honório, que procurava uma companhia para a maratona, por obrigações da pós-graduação em Sociologia.
Sou até suspeito para falar de Ariano Suassuna. É, para mim, uma das maiores personalidades da literatura brasileira. Uma admiração que começou ainda na época da finada ETFRN, quando tive a oportunidade de assistir a uma das já lendárias aulas-espetáculos. De lá para cá, o interesse só aumentou.
[+] Leia MaisPor Alexandre Honório - 01/07/2007

Gosto de quadrinhos. Muito; um aficcionado, posso me definir assim. Lembro a primeira HQ que ganhei: uma edição da EBAL, em 1982, com a morte do Batman da Terra 2 – recentemente consegui recuperar uma edição em inglês da miserável e… Bem, não vou ficar aqui explicando o funcionamento das Infinitas Terras da DC Comics – algo bastante complexo, diga-se. O que pretendo com a introdução acima é justificar porque diabos tenho cortejado Heroes série da NBC – exibida aqui pelo Universal Channel – que tenho acompanhado.
A série teve seu último episódio exibido por aqui neste mês e, como algumas boas idéias na TV, deixa expectativa no ar quanto à próxima temporada. A meu ver, Heroes não pode ser encarada como uma série qualquer, mas uma grata homenagem às mitologias engendradas por quase setenta anos de HQs, seus heróis e, mais que isso, seus autores.
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