Por Tiago Lopes - 30/04/2007

Como o topo já denuncia, o Disruptores E-Zine realizará a cobertura da edição 2007 do Festival Música Alimento da Alma. Pode chamar de Mada que fica tudo em casa. A proposta é promover, em tempo real (ou, claro, na medida do possível), os bastidores e tudo sobre o shows que acontecerão nos dias 3, 4 e 5 de maio na Arena do Imirá.
Portanto, para entrarmos no “grau”, Tiago Lopes e Alexis Peixoto decidiram dissecar as bandas selecionadas para esta edição do festival. Confira abaixo os atributos de cada uma das eleitas para a primeira noite, quais conferir e quando aproveitar para tirar água do joelho…
Não deixe de conferir aqui a Cobertura de todo o evento!
[+] Leia MaisPor Gabriel Trigueiro - 28/04/2007

Quando eu cheguei na casa de Dona Mercês o aniversário tava começando. Fazia bem seis meses que eu não pisava no Santa Maria. Naquele dia eu teria preferido ficar dormindo, tomando uma cerveja na praia ou qualquer coisa assim, mas sabe como é, tenho meus afilhados e compadres e tinha que prestigiar o aniversário do Paulinho, filho do meu amigo Jorge e neto de Dona Mercês.
Não moro mais lá há mais de 15 anos. Sou branco e sei falar direito. Quem me conhece de fora geralmente nem sabe que vim daquela quebrada e feia. Quando me apresento é como André Santos, porque o Walderson e o “dos” de “WALDERSON ANDRÉ DOS SANTOS”; pra mim, coisa do passado. Pelo menos fora daquele buraco…
[+] Leia MaisPor Alexandre Honório - 16/04/2007

É a mais pura verdade, meus caros: a senhora que empresta seu nome pro título desta resenha deveria procurar urgentemente o geriatra ou, senão, botar o rabinho entre as pernas e aceitar que os “velhinhos” de sua outrora banda, Os Mutantes, voltaram e estão muito bem, obrigado. Prova disso foi a apresentação do grupo na primeira noite da edição 2007 do festival Abril Pro Rock, em Olinda, que aconteceu neste fim de semana. Em linhas gerais, tentarei explicar abaixo o porquê, ainda estou tentando reorganizar minha face e esconder este sorriso no melhor estilo “você realmente gostou do que viu,hein!?!?!”.
Muitos encanam quando digo que, para os mais esclarecidos, o coração e cérebro por trás d’Os Mutantes eram Sérgio Dias e ArnaldoBaptista. Um perfeccionista e um gênio louco, podemos resumir assim. A apresentação em Recife reforçou minhas certezas quanto a isso.
[+] Leia MaisPor Pablo Capistrano - 15/04/2007

O mundo anda tão sinistro que peço licença ao leitor deste espaço para iniciar uma série de artigos sobre um tema técnico. Calma. Não se preocupe. Meu objetivo aqui não é de assustar ninguém com um rosário de citações estranhas e termos intrincados. Lembro da declaração do sábio Akiba, que viveu na Palestina entre os anos 40 e 135 d.c.: “Se tivesse em meu poder um intelectual, o espancaria como a um jumento!”.
Pois bem, como vivemos numa época em que intelectuais correm o sério risco de serem espancados com a um jumento (se alguém prestar atenção no que eles dizem, é claro) então vou procurar, nessa série, me afastar, por motivos de segurança e manutenção da minha integridade física e da minha propriedade literária, de jargões lingüísticos e de intricados conceitos técnicos.
[+] Leia MaisPor Carlos Fialho - 12/04/2007

Lourenço Mutarelli é um homem de talento. Uma das figuras mais respeitadas das histórias em quadrinhos que um dia resolveu virar escritor. De sua mente inquieta e perspicaz, nasceu “O cheiro do ralo”, um dos romances mais surpreendentes dos últimos anos. Então, um dos mais cultuados autores dos quadrinhos passou também a colecionar fãs em outra área, a literatura.
Felizmente, Lourenço não estava só nem em sua inquietação, nem na perspicácia e, muito menos, em seu talento. O Marçal Aquino leu “O Cheiro do Ralo”, falou dele para o Heitor Dália, que disse que ia filmar. E teve o Selton Mello, que também leu, e disse que tinha que fazer o papel principal e, depois de muito trabalho em equipe, sacrifícios e aperto financeiro, nasceu “O cheiro do ralo”, o filme. Lourenço Mutarelli agora é respeitado em mais uma forma de expressão artística.
[+] Leia MaisPor Alexandre Honório - 07/04/2007

Foi com golpes de picareta e uma celebração daquelas que a Guerra-Fria se despediu do século passado. Claro, a ressaca dura até nossos dias. Alguns anos se passaram até que nos descobríssemos órfãos ideológicos daquele período em que, preto & branco, o mundo encontrava-se ideologicamente cindido; um vazio ideológico, diga-se.
Talvez este seja o mote de Robbers & Cowards – ou seu fardo -, álbum de estréia do Cold War Kids. Apesar de toda atmosfera descolada que perpassa boa parte do disco, a sensação que temos ao escutá-lo é que, como “filhos da Guerra-Fria”, a banda não ainda encontrou seu lugar no mundo.
[+] Leia MaisPor Carlos Gurgel - 03/04/2007

Eu estou aqui perdido no meio da noite. Feito um anjo malvado que carrega consigo a luz de uma lanterna mágica e indolente. A noite, como ninguém, entende o sonho dos outros. Mesmo que esses outros, não consigam se explicar para os desatinos dos passos, e arremedos de todos os pensamentos das árvores que encontramos pelo meio do caminho.
As estrêlas que estão no céu, são como morcegos, sugando de nós, os segredos guardados há muito tempo. Como confirmando que somos frágeis, apesar da pele rude e do assobio que perseguem as moças que estão tão presentes e próximas de um idílio. Como se fosse uma terra sonhadora e cheia de encantamento da sua própria existência.
Assim, a vida passa, como um velocípede que voa alto. Acompanhando todos aqueles personagens que escolhem os seus dias como bordoadas dos seus próprios esconderijos. Parecidos com os olhares intrépidos das corujas, tão amiúdes, tão indissoluvelmente mágicos e perniciosos.
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